O mito do vampiro flertou comigo por diversas vezes, sempre de forma muito sedutora: da vontade de pertencer a um grupo como Os garotos perdidos até o apelo sexual das três crias de Drácula no filme do Copolla, encontrei na visão do Mark Rein·Hagen uma preferência. Encantei-me pela estética do punk-gótico, que na época não entendia bulhufas do que significava, hoje, já me diz muito. No universo do jogo de RPG Vampiro: A Máscara, encontrei aqueles mesmos símbolos que me conquistaram durante a infância. Era uma mistura louca de estilos, um resumo das principais visões do mito produzidos pela sociedade até então. E tudo ainda tinha um gosto mais interessante pelo iminente clima do fim do milênio.

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O terceiro milênio chegou e com ele uma série de novas apropriações do mito vampírico eclodiu: alguns mais alegres, outros nem tantos. O clima de fim-de-mundo dos vampiros noventistas foi perdendo espaço, mas vira e mexe ele aparece para dar o ar da graça; desta vez, quem proporcinou essa alegria foi um quadrinho muito legal: Draconian.

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O trabalho produzido por André Farias e Paulo Cesar Santos é um apanhado dos mais variados elementos que fizeram sucesso entre muitos jogadores do RPG nos anos noventa. Entretanto, o seu modo de ler reflete o atual panorama de consumo das muitas histórias: modelo seriado, histórias aparentemente desconexas, mas que compõem um arco fechado, tão comumente chamadas de temporadas. Ler Draconian é como assistir a uma temporada completa de True Blood ou de qualquer outra série sobre vampiros. 

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O universo de Draconian não é novo; como disse antes, remete a inumeros elementos que permearam os últimos anos do século XX. Suas primeiras histórias foram publicadas nos tempos áureos da extinta revista Dragão Brasil.

Confira um preview logo abaixo:

 

 

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— Adalton nasceu no último dia de uma lua cheia, mas acha que isso não tem nenhuma relação com a sua vida; começou comprando quadrinhos por puro modismo - uma edição da Turma da Mônica parodiando Jurassic Park; sua primeira compra consciente foi a edição nº 01 de Batman: A queda do Morcego, ainda formatinho. Acredita que irá terminar a graduação em Letras antes da catástrofe de 2012 e daqui até lá está estudando parte das traduções intersemióticas das peças de Shakespeare já produzidas. E nos interlúdios, tenta produzir roteiros a partir idéias rabiscadas em antigos pedaços de papel.