Em 05 de junho de 2010 eu acabava de criar o blog Gibi Rasgado. Empolgado, mandei um email para o meu recém descoberto amigo Lucas Pimenta. Era a primeira vez que eu escrevia algo em mais de dez anos.

Ali eu jamais poderia imaginar o que iria acontecer. Não sabia que me tornaria um resenhista, não fazia a menor idéia da quantidade de amigos que encontraria no caminho e definitivamente, nem nos sonhos mais otimistas, poderia prever que me transformaria num roteirista.

Tudo o que eu queria era voltar a escrever e se no processo ganhasse alguns gibis de graça das editoras, muito que bem.

Mas aquele 5 de junho também ficaria marcado por um outro motivo.

Como dizia, mandei um e-mail para o Lucas. Em sua resposta, entre sugestões e elogios, havia um convite – caso fosse do “meu interesse” – para colaborar com um site que ele estava criando com mais dois amigos.

Como assim “meu interesse”?

É claro que eu estava interessado. Só não sabia exatamente no quê.

Bem… Os dois amigos eram Sergio Barretto e Marcello Fontana e o tal do site…

Começava ali a minha participação no Quadro a Quadro. Daquele convite à estréia foram mais seis meses. Durante esse tempo não houve um único dia em que Lucas, Marcello, Serjão e eu não tenhamos conversado sobre os mais diversos assuntos. Alguns deles mais sérios, outros nem tanto e alguns até versavam sobre quadrinhos (para o nosso mais completo espanto).

Hoje, dezoito meses após aquele email, comemoramos o 1º ano do QaQ. Outras pessoas entraram, algumas saíram, teve até quem saiu e voltou depois, mas uma coisa ficou muito clara durante esse tempo: o Quadro a Quadro só se tornou uma realidade porque sempre foi uma grande brincadeira entre amigos.

E ao que parece, de tão alto que rimos das nossas próprias palhaçadas acabamos divertindo também algumas pessoas no caminho.

E é a essas pessoas que no último ano nos acompanharam, sugeriram e criticaram que deixo os meus mais sinceros agradecimentos. Deixo também a promessa que o QaQ entrará em 2012 com a mesma força e disposição que tivemos durante os primeiros doze meses.

E vamo que vamo, que as estradas que levam a nona arte são muitas…

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— morreu num acidente inexplicável na Serra da Cantareira. Antes que seus familiares percebessem, já havia virado um Zumbi. Para aplacar sua fome por cérebros humanos, passa as noites escrevendo no Gibi Rasgado. Seus amigos, com medo de seu apetite insaciável, o convidaram também para escrever no Quadro a Quadro. No momento ele está sob controle.