Este é o primeiro volume de um documentário sobre Rom, o Cavaleiro do Espaço, personagem publicado pela Marvel nos anos 80 e que hoje pertence a Hasbro, empresa dona dos Transformers!

A obra é fruto do esforço de Flávio Gomes da Silva Lisboa, paulista que aprendeu a ler copiando os diálogos do gibi da Luluzinha e que por toda sua vida levou consigo o amor pela Nona Arte. Essa paixão resultou nessa obra, que aborda a origem do personagem como brinquedo, sua vida nos quadrinhos e várias referências e curiosidades sobre a Casa das Ideias na época da publicação do personagem!

O livro pode ser comprado no site Perse, basta digitar na caixa de busca do site a palavra Marvel, que irá aparecer todos os volumes disponíveis, tanto na versão impresso por demanda como e-book.

A sinopse do primeiro livro:

"O filme Matrix, dirigido pelos Irmãos Wachowski, traz em seu argumento uma dúvida tenebrosa: será que toda nossa vida não passa de uma ilusão? Nesse filme, o senhor Anderson, cognominado Neo, descobre que o mundo no qual vive é apenas uma simulação criada por um programa de computador.

Confrontado com a realidade, ele descobre que milhões de pessoas vivem escravas acreditando apenas naquilo que as máquinas querem que elas acreditem.

A manipulação da informação com intuito de exercer controle sobre outrem não é novidade. No filme Os Dez Mandamentos, do diretor Cecil B. De Mille, o Faraó Seth ordena que o nome de Moisés seja retirado de todos os documentos e monumentos, para que ninguém se lembre dele. No Novo Testamento, os sacerdotes judeus pagam os guardas responsáveis por vigiar o túmulo onde Jesus foi sepultado para que digam que os discípulos o roubaram. A manutenção da Bíblia e do culto em Latim pela Igreja Católica deixou os fiéis prisioneiros do conhecimento de padres e bispos por séculos, até Martinho Lutero traduzir a Bíblia para o alemão e criar um culto em linguagem popular.

É claro que a Reforma Protestante se beneficiou do invento de outro alemão, Johannes Gutenberg, que permitiu a reprodução em massa da palavra escrita. Os meios de comunicação evoluíram de modo a facilitar a distribuição da informação, tornando mais rápida a propagação da mesma. Isso tornou mais difícil o trabalho de tiranos e ditadores, que no princípio se contentavam apenas em ocultar a informação. Contudo a dificuldade não impossibilitou que esses mesmos déspotas utilizassem os meios de comunicação a seu favor.

Um caso recente (em termos de século) foi o de Josef Stálin. Após a morte de Lênin, Stálin subiu ao poder e Trótsky, seu maior oponente, teve de deixar a União Soviética. Stálin quis apagar definitivamente Trótsky da história, ordenando que sua imagem fosse removida de fotos oficiais e seu nome retirado de livros. O ponto final foi o assassinato do próprio Trótsky em 1940, no México, por um agente soviético.

A democracia não garante a ausência de manipulação da informação. Temos somente que lembrar que jornais precisam de anunciantes e que seus editores possuem crenças próprias. Não há como garantir imparcialidade quando há possibilidade nítida de influência. O mesmo fato pode ser noticiado de formas diferentes. Isso não significa necessariamente que os jornais irão mudar o que aconteceu. Basta manipular as palavras, omitindo alguns detalhes e dando ênfase a outros.

Voltando ao filme Matrix, longe de nos sentirmos mal em sermos manipulados, podemos gostar disso. Como a realidade pode não ser sempre agradável, podemos preferir a mentira. Inclusive isso acontece com um dos personagens do filme supracitado. Ele quer voltar para o mundo de ilusão e está disposto inclusive a trair seus companheiros para isso. Podemos traçar um paralelo com as “pessoas de bem” que entregam “elementos subversivos” para as 'autoridades'.

Mas acredito que por pior que seja a verdade, é preferível conhecê-la a viver na ignorância. A história mostra que a humanidade comete erros parecidos a cada período de tempo. Se os erros fossem lembrados, talvez evitássemos a ocorrência de grandes desastres. Esforços como o que a comunidade judaica faz para que o Holocausto não seja esquecido têm de ser reproduzidos.

Este livro não tem pretensão de relembrar nenhum evento nefasto da história da humanidade. Pelo contrário, ele quer lembrar algo muito positivo. A transmissão de valores éticos e morais foi feita de várias formas durante os tempos. Lendas mitológicas, contos e fábulas precederam uma forma mais recente de propagar ideais e um modelo de referência para jovens e crianças: as histórias em quadrinhos de super-heróis.

Os super-heróis, assim como os heróis mitológicos, trazem em sua concepção uma série de valores, que passam a ser admirados através de histórias emocionantes e inesquecíveis. O século XXI trouxe uma nova onda de filmes oriundos das histórias em quadrinhos de super-heróis, alguns dos quais trazem fortes mensagens de altruísmo, amizade, amor a família, redenção, liberdade e justiça. Porém, um desses super-heróis, talvez o mais altruísta de todos, foi apagado, como Trótsky, da memória dos quadrinhos e sua lembrança negada a novos leitores. Hoje a maioria dos quadrinhos, pelo menos os que vendem mais, são carregados de violência gratuita regada a muito sangue, e os heróis têm comportamento dúbio, fazendo prevalecer o conceito de que a diferença entre o bem e o mal é tênue. O mundo de super-heróis irresponsáveis e inconsequentes concebido como futuro alternativo para a DC Comics na obra-prima de Alex Ross e Mark Waid, Reino do Amanhã, tornou-se o padrão das histórias atuais.

O filósofo Sêneca disse uma vez que “todos nós precisamos de alguém cujo exemplo possa nortear nosso caráter”. Segundo Jeph Loeb e Tom Morris, “os super-heróis dão-nos exemplos de boas pessoas que são capazes de usar a força quando necessário, e até de cometer atos violentos, dentro dos limites, para derrotar e subjugar um mal até então incessante, mas sem deixar que tal atitude saia do seu controle ou repercuta de forma negativa em seu caráter”.

Por que deveríamos negar ao conhecimento de tantos jovens e crianças um personagem cuja nobreza é realmente inspiradora? Será que é realmente saudável permitir que os meios de entretenimento os convençam de que bem e mal quase não têm diferença? Que os valores morais são pura bobagem?

Que altruísmo é besteira? Amor ao próximo é perda de tempo? Que eles devem subir na vida a qualquer custo? Que sucesso é ganhar 1 milhão no Big Brother?

Michael Tau, Ph.D. em Filosofia pela Universidade Princeton (aquela onde Einstein passou seus últimos anos), já disse que “você sempre irá encontrar muita ação nos quadrinhos de super-heróis. Encontrará histórias muito bem elaboradas, personagens míticos, uma arte incrível e vibrante, e grandes toques de humor. E também poderá se deparar com uma verdadeira sabedoria. Isso pode ser uma surpresa para aquelas pessoas que não conhecem bem as histórias em quadrinhos. Em uma época em que a sabedoria desapareceu da maior parte de nossa cultura, às vezes ela pode ser vista personificada, representada e retratada – de uma maneira fantástica – nos quadrinhos de super-heróis.”

Heróis existem. Eles estão por toda a parte. Alguns são conhecidos e até usam uniforme, como os bombeiros. Outros são solitários e anônimos, como o operário que trabalha duro o dia inteiro para manter sua família e sacrifica o pouco tempo que tem para não deixar de participar da vida dos filhos. É o policial que consegue livrar o refém com uma arma apontada para a cabeça sem que ninguém morra. É a mãe que não sabe nadar e mesmo assim se atira na água para salvar o filho. É o professor que mesmo ganhando pouco e não sendo reconhecido, continua acreditando no que faz e ainda consegue encantar os alunos e criar interesse pela disciplina que leciona. 

Mas infelizmente os heróis de cada dia têm seus esforços ocultados, como as histórias de Rom. Na verdade, suas realizações parecem ser apagadas constantemente, como se nada valessem. E as más ações, a corrupção, o banditismo, a violência gratuita, estas ganham grande destaque. Não que devam ser ocultadas, mas a forma como são alardeadas parece dar mais importância a elas do que às boas ações.

É hora de exaltar os verdadeiros heróis, projetando a sua nobreza e altruísmo através de um personagem verdadeiramente simbólico e significativo, que deixou sua humanidade, seu mundo e até a pessoa que mais amava para salvar desconhecidos em um planeta que não o recebeu de braços abertos.

Você ainda irá se surpreender ao saber como um personagem tão desconhecido do grande público influenciou e ainda influencia grandes sucessos do mercado de entretenimento. Talvez você conheça mais sobre Rom do que pensa!

E além disso, irá descobrir o trabalho de vários artistas e outros profissionais envolvidos na edição de quadrinhos, nos EUA e aqui no Brasil, cujo trabalho foi relegado ao esquecimento, pelo menos até agora!

Recebam seus devidos créditos!

Esta é uma história sobre coisas esquecidas… como honra, amor pelo próximo e paz. Esta é uma história sobre sacrifícios e perdas. Sobre altruísmo, nobreza e bravura. Sobre um amor que negou a si para que outros pudessem amar, e outro que atravessou galáxias para se realizar.

Esta é lenda de Rom, o maior de todos os Cavaleiros Espaciais."

— Lucas Pimenta queria ser Martin Mystère. Não queria uma pistola de raios e sim a capacidade de enrolar uma noiva da mesma maneira...