Dos eventos de HQs do final de semana, consegui comparecer a dois:

A exposição de Osvaldo da Costa sobre o a imprensa alternativa na época da Ditadura – Um Ovelha Negra na cultura Midiática e ao encontro promovido na Gibiteca.

Para quem não pode ir à exposição, ela permanece aberta até o final de maio na Pinacoteca Benedito Calixto. A vantagem de se comparecer à abertura é de poder conversar com o artista pessoalmente e conseguir informações mais detalhadas sobre as imagens expostas. Eu já tinha lido a dissertação de mestrado que deu origem à exposição e em breve ao livro em fase de impressão, mas não sabia, por exemplo, que a pesquisa havia sido tão rica que gerou mais de 600 imagens. Obviamente, nem todas poderiam entrar no trabalho, por isso a ideia da exposição.

Quem for conferir não irá se arrepender, pois através das imagens e cartuns do Ovelha Negra, resgatamos um pouco de nossa História e da História do humor gráfico no país.

Sábado a Gibiteca promoveu um bate-papo com desenvolvedores de games e os detalhes do que rolou, podem ser conferidos na página da Gibiteca no Facebook. O evento contou com a presença dos criadores e desenvolvedores André Toyama, da Little Boat, Fábio Paes Pedro, Danilo Costa, Mauricio Matias e Ludmilla Rossi, do Mukutu Game Studio e Victor Freundt, desenhista do Fruits’N Tails.

No domingo foi a vez de conversar com 4 feras das HQs independentes: Artur Fujita,  Julia Bax,  Davil Calil e Júnior Cortizo. Todos com FB_IMG_1430102814196publicações cuja qualidade não deve nada ao mercado internacional  e com bastante experiência com HQs autorais.

Artur Fujita, Julia Bax e Davi Calil integram hoje seu próprio selo, o Dead Hamster e nos contaram um pouco sobre as dificuldades que enfrentaram até conseguirem publicar seus trabalhos de forma independente e no bate-papo que contou também com a participação de Júnior Cortizo (A tribo, Carrapato) os presentes puderam tirar suas dúvidas e debater sobre a produção independente no cenário atual.

Uma das questões levantadas foi justamente o fato do público não leitor não ter acesso às HQs e nem imaginar que no Brasil temos uma variedade enorme de temas capaz de agradar praticamente todos os gostos e quem esteve lá pode conferir de pertinho que não estou exagerando quando me refiro à qualidade dessas produções, por isso, vale muito a pena entrar nos sites e vasculhar o trabalho de cada um deles, porque certamente algum irá chamar sua atenção.

Já no finalzinho do evento, Éder Messias conseguiu chegar e presenteou os amigos com seu fanzine Pandora, acabado de sair do "forno".

Créditos das fotos: Santos Comic Expo ( André Jorge e Rogério Vieira)

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— Dani Marino é formada em Letras e ainda não decidiu se prefere viver no Sonhar, em Nárnia ou em Hogwarts.