A pedido do nosso editor, que chamamos carinhosamente de “chefinho”, Lucas Pimenta, nós os quadrados listamos em nossos respectivos Top 10, os quadrinhos de que mais gostamos neste ano que se encerra. Têm quadrinhos para todos os gostos e para todas as idades, portanto, antes de ir curtir o seu Révellion, junte a família na frente do computador e anote as dicas do que você deve correr atrás para ler nas férias de janeiro.   

 

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  ► Guido Moraes

 

 

 

O Boxeador (8INVERSO)

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Reinhard Kleist é um fantástico quadrinista alemão, que considero como um dos melhores da atualidade por títulos como Cash (principalmente), Castro e Elvis. E por esta nova HQ, baseada na vida de um judeu ex-prisioneiro de Auschwitz, elevo Kleist ao posto de herdeiro de Will Eisner, por seu traço, sua temática e sua narrativa.

Os Mortos-Vivos vol. 11 (HQM)

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O que mais me agrada na série é a liberdade com que Robert Kirkman trabalha, criando cenas que nos seriam impensáveis em quaisquer outras mídias. A simplicidade com que Rick trata os caçadores nesta edição, é muito do que esperamos quando torcemos para o herói da história, mas que nunca encontramos graças ao bom (?) senso dos autores da obra. No mundo pós apocalíptico de Kirkman, tudo é punk e hardcore, e um pouco de rock n' roll ao invés do conformismo de sempre em seguir os bons valores as vezes é uma boa válvula de escape para o nosso dia a dia. 

Mix Vertigo Nº46 (Panini)

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O mix continuou muito bem em 2013. Além de Escalpo, o melhor título há anos, Vampiro Americano se alçou a uma plataforma de histórias, e não apenas a uma série. A edição de Outubro, por exemplo, traz a história "Long Road to Hell", escrita e desenhada por Rafael Albuquerque, uma das melhores até agora.

 
100 Balas vol. 15 (Panini) 
 
100 balasO fim da série deixa sentimentos controversos, como perplexidade e insatisfação, mas principalmente traz a vontade de ler tudo de novo.
 
 
 
 
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Turma da Mônica – Laços (Panini) 
 
A mais divertida da coleção Graphic MSP, pois lembra minhas leituras de adolescente da Coleção Vagalume, como a Turma da Rua Quinze e Na Mira do Vampiro.  
 

Sweet Tooth Vol. 1 (Panini) 

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Mais uma série de apocalipse. Mais uma série extremamente criativa que nos cativa volume a volume. Grande trabalho autoral de Jeff Lemire, que escreveu também Homem Animal e Liga da Justiça Dark nas edições publicadas no Brasil em 2013.

 

 

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Kick-Ass 2 (Panini)

Uma das séries mais divertidas de Mark Millar ganha continuação graças ao sucesso estrondoso da primeira parte, no cinema e nos gibis. E o ritmo se mantém muito bom, com muitos personagens e diálogos criativos.

 

Inescrito Vol 1 (Panini)

inescritoNova série da Vertigo a ser publicada no Brasil, possui uma premissa metalinguística muito interessante. Além de utilizar lementos culturais presentes nos leitores para enriquecer ainda mais a leitura de forma um pouco mais personalizada.

 
 
 
 
 

Mulher Maravilha – Nº Zero (DC Comics)

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A premissa trazida por Brian Azzarello, que lembra o enfoque dado por George Pérez a Mulher Maravilha, traz para a atualidade interpretações de deuses gregos clássicos. Mas se a proposta das edições número zero era justamente rever o passado dos personagens, como isto poderia funcionar para Diana? Funcionou bem, de maneira divertida, envolvendo Ares (o Deus da Guerra) e a lenda do Minotauro. Uma das edições mais legais até agora. A edição foi publicada dentro do mix Universo DC, que não foi indicado por possuir diversas histórias ruins contrabalanceando com Aquaman e Mulher Maravilha.

 

Mix Lanterna Verde – Nº10 (DC Comics)

lanterna verde

A revista manteve a boa fase alcançada após o reboot, com diversas histórias menos pretensiosas e mais divertidas do que na época de 'A noite mais densa' e 'O Dia mais claro'. Nas fases anteriores, a premissa era criar batalhas grandiosas, em páginas e mais páginas de muita pancadaria e pouco planejamento. Colocar os Guardiões do Universo como pseudo vilões fez com que as tramas pudessem ser mais elaboradas e agregassem suspense que prende o leitor de edição para edição. Voto na edição de março como a melhor do ano, graças ao julgamento de John Stewart e graças ao momento que Hal Jordan tem que acreditar na recuperação de Sinestro para salvá-los.

 

 

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 ► Sérgio Barreto

 

 

 

Juiz Dredd Megazine (diversos autores)

Juiz.Dredd.Magazine.vol.1Em 1979 eu já era fã de quadrinhos e do alto de meus dez anos topei com uma revistona, formato magazine, bem diferente dos formatinhos ao qual eu estava acostumado, e convenci minha mãe a comprar (especialmente por que na capa tinha uns caras voando, jogando uma espécie de basquete). Era a 2000 AD publicada no Brasil pela Ebal.

Agora em 2013 tive a alegria de reler as histórias oriundas da famosa 2000 AD na Juiz Dredd Megazine, desta vez bem organizadas e contextualizadas através de excelentes textos. Via longa à Juiz Dredd Megazine!

 

100 Balas (Brian Azzarello & Eduardo Risso)

100 balas

Os últimos volumes de 100 Balas foram publicados em 2013 e a série chegou ao fim sem balas. O que isso significa? Significa que é hora de organizar todos os 15 volumes e ler tudo novamente!

 

 

 

Hellblazer Origens (diversos autores)

Hellblazer.Origens.vol.6

A publicação das histórias de John Constantine em ordem cronológica é um presentaço para qualquer fã do personagem (eu, por exemplo). Uma indicação pra lá de suspeita vindo de mim, mas que está entre as melhores coisas que li em 2013 está.

 

Os Mortos Vivos (Robert Kirkman, Charlie Adlard, Cliff Rathburn) – volumes encadernados

Os.Mortos.Vivos.vol.12

A saga de Rick e seu grupo de sobreviventes do armagedom zumbi prossegue. A cada dois ou três volumes de tensão, Kirkman faz o favor de escrever algo que nos deixa apavorados, chocados ou indignados com sua capacidade de expor o pior do ser humano.

 

 

 

O.Inescrito.vol.4O Inescrito (Mike Carey, Peter Gross, Vince Locke, Al Davison)

Esta série está fazendo com o mundo da literatura o que Sandman fez com o mundo dos sonhos. Ok, pode ser exagerado comparar alguma coisa com Sandman, mas é o que me vem a cabeça enquanto acompanho a saga  de Tom Taylor. 

 

Billy Jackson (Victor Mascarenhas & Cau Gomes)

Billy.Jackson

Adquiri meu exemplar de Billy Jackson no dia do lançamento e ainda bati um papinho com os autores. Uma história muito legal sobre uma destas pessoas que vivem a vida de seus ídolos. Roteiro conciso e com excelente ritmo, acompanhado de uma arte redondíssima e com cores que atuam como parte da história. Leitura pra lá de recomendada.

 

Moebius - O Homem do CiguriO Homem do Ciguri (Moebius)

Uma aventura inédita do Major Gruber, um Moebius de excelente safra. Leia. 

 

 

 

 

Sandman – Edição Definitiva vol. 4 (Neil Gaiman & diversos artistas)
 
Sandman Ed. Definitiva. vol.4
 
Em um país onde as séries são abandonadas no meio do caminho, sem maiores explicações, é bom ver alguma coisa chegando ao final. Além disso é Sandman: vale a leitura pra quem não conhece e a releitura para quem conhece (que é o meu caso).
 
 
 
The Boys: Bom para a Alma (Garthj Ennis & Darick Robertson)
 
The Boys - Bom para a Alma
Cada vez mais me convenço de que algumas narrativas são bem melhores encadernadas em arcos do que lidas em edições mensais, The Boys é um exemplo. A desconstrução (na verdade demolição) do mito do super-herói orquestrada por Garth Ennis é muito, muito, boa. E organizada em arcos fica melhor ainda de acompanhar.
 
 
Graphic MSP (diversos autores)
 
Graphic.MSPLi os quatro títulos publicados em 2013: Astronauta – Magnetar (Danilo Beyruth e Cris Peter), Turma da Mônica – Laços (Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi), Chico Bento – Pavor Espaciar (Gustavo Duarte) e Piteco – Ingá (Shiko).
 
Cada um destes títulos teve uma coisa que me encantou: as cores de Astronauta (não consigo abrir sem tocar nas páginas, as cores da Cris Peter parecem ter textura), as referências de Turma da Mônica (voltei no tempo com elas), as sequências sem diálogos de Chico Bento (Gustavo Duarte é um mestre nisso) e a total genialidade de Piteco, que além da concepção extraordinária tem a arte simplesmente magnífica.
 
 
 
 
 
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  Adalton Silva

 

 

 

 

 

Campo em Branco (Emilio Fraia e DW Ribatski) 

campo em brancoAcredito que foi a melhor coisa que li este ano. A experimentação narrativa presente neste gibi é realmente o ponto alto da obra. 

 

 

 

 

Demolidor, vol. 1 – Um novo começo (Mark Waid, Paolo Rivera e Marcos Martin) 

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Este encadernado reune as primeiras histórias desta nova fase do Homem sem medo, com um clima completamente renovado, menos pesado, mais degustável. Detalhe: vencedor do Eisner.

 

 

 

 

Amok – Cabeça, tronco e membros (Bennet) 

AmokCabecaTroncoMembrosAmok é um jovem que esbanja humor negro. Muitas risadas reservadas garantidas.

 

 

 

Juiz Dredd Megazine (diversos autores)

juiz dredd

O lançamento desta revista pela Mythos foi uma benção para o grande público leitor de gibis, uma oportunidade maravilhosa para conhecer uma boa safra dos quadrinhos ingleses e porque eles foram importantes para a renovação dos quadrinhos na década de 80.

 

 

 

 

Planetary: (Warren Ellis e John Cassaday) 

planetary

Uma das vítimas da maldição de boas histórias mal editadas aqui no Brasil, a Panini lançou as primeiras edições de uma das séries mais significativas para os quadrinhos no século 21. É um divisor de águas porque faz uma abordagem metalinguistica de como foram as histórias de aventura do século 20 e propõe uma nova abordagem para o século 21.

 

 

Os Livros da Magia (Neil Gaiman e diversos artistas) 

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Obra de destaque nos quadrinhos dos anos 90, esta bela revisitação ao clássico Um conto de natal de Dickens ganha uma edição brasileira do jeito que merece.

 

 

 

 

Miolo Frito (diversos artistas)
 
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Este quadrinhos publicado de forma independente é uma expediência piscodelica de leitura que se destacou tanto pela arte como pelo projeto gráfico.
 
 
 
 
 
 
 
Intersecções Acadêmicas: Panorama das 1as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos (diversos autores) 
 
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Não, não é um quadrinho, mas para o mundo da nona arte brasileira é de extrema importância. É uma seleção os trabalhos que mais se destacaram na primeira edição do Jornadas, começando a consolidar um campo de estudos ainda relativamente novo aqui no Brasil.
 
 
Ícones dos Quadrinhos  
 
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O Ivan Freitas talvez venha a ser verbete em algum compendio futuro sobre os quadrinhos, porque a idéia da publicação das imagens que fizeram parte da exposição que rolou no FIQ deste ano foi simplesmente genial.
 
 
 
 
Terapia (Mario Cau) 

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Este encadernado reúne os 7 primeiros capítulos da webcomic que ganhou um HQ Mix, com uma história muito tocante e muito bem trabalhada. Muitas referências ao universo dos quadrinhos e, claro, ao blues.
 
 

 

 

 

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 ►Pedro Corujeira

 

 

 

 

Blue Exorcist (Kazue Kato)

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O mangá não traz nada de inovador ou mesmo diferente para bater de frente com outros grandes títulos shonen, pelo contrário o charme dele está justamente em saber se aproveitar com muita propriedade dos clichês do gênero, acrescido de um bom elenco de personagens e o desenho da autora Kazue Kato, que faz inveja de tão bonito.

 

 

O Senhor dos Espinhos (Yuji Iwahara)

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De primeira vista, o mangá, de Yūji Iwahara possa parecer uma história manjada de ficção científica, o que em parte, não deixa de ser, mas o charme da obra em minha humilde opinião é o seu clima de suspense e as mortes sanguinolentas que permeiam cada página. Fãs de filmes trash com monstros sedentos por sangue como eu, vão com certeza saber apreciá-lo.

Ikkitousen (Yuji Shiozaki)

ikkitousenConheci o mangá na adolescência e desde então era um fã que aguardava pela chegada dele no Brasil, e só tenho a agradecer pela Nova Sampa tê-lo trazido. A saga de Sonsaku Hafuku na batalha contra os toushis de diversas academias do Japão é deveras empolgante, sem falar que os desenhos de Yuji Shiozaki evoluem gradativamente a cada volume.

 

 

 

 

Kimba, O Leão Branco (Osamu Tezuka)

KimbaA vinda de Kimba ao Brasil pela Newpop teve lá seus atrasos e isso não dá pra negar, mas toda demora foi compensada com a qualidade apresentada pela editora no produto final. As três edições que compõem o mangá ficaram muito bonitas e dignas do trabalho do mestre Tezuka. Não bastasse tudo isso, a tradução do título recebeu cuidados super especiais do amigo Fabio Sakuda, que tem mostrado um serviço de primeira.

 

Death Note – Black Edition (Tsugumi Obah e Takeshi Obata)

dnApesar do conteúdo em si ser o mesmo, essa republicação do mangá em um novo formato muito mais caprichado com 400 páginas por volume e ilustrações coloridas, faz jus ao dinheiro suado de quem o compra. Estou muito satisfeito com o trabalho da JBC e espero que possamos ver outros títulos da casa, ganhando o mesmo tratamento no futuro. 

 

 

Eu mato gigantes (Joe Kelly e Jim Ken Niimura)

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Fugindo rapidamente do campo dos mangás, mas não tão distante deles… O quadrinho assinado pela dupla Joe Kelly e Jim Ken Niimura me chamou atenção logo quando foi anunciado pela Newpop. A narrativa envolta no drama pessoal da personagem Bárbara é intenso do começo ao fim e, pelo menos no meu caso, fez com que lágrimas escorressem durante a leitura.

 

A Entendiante Vida de Morte Crens (Gustavo Borges)

 

 

MorteCrensA primeira coisa a ser dita sobre este quadrinho independente é que de entediante ele não tem nada, na verdade, ele é muitíssimo divertido e te coloca pra pensar em muita coisa que provavelmente você não tem pensado, mas deveria estar pensando… Entre os muitos independentes que comprei no FIQ ele figura entre os meus favoritos, tanto pela qualidade das piadas quanto pelo desenho do Gustavo Borges que é muito bom. 

 

Super Onze (Yabuno Tenya)

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A entrada deste mangá em minha lista era mais do que obrigatória e ele merece o espaço por toda diversão que vem me proporcionando a cada nova edição. As partidas do time de futebol da escola Raimon contra outros times é sempre empolgante e me faz torcer loucamente pelos personagens de que gosto mais. 

 

Sweet Tooth (Jeff Lemire)

sweetA desventura de Gus e seus companheiros emergidos num mundo pós-apocalíptico é a minha primeira empreitada num quadrinho com selo da Vertigo. Não poderia ter escolhido melhor obra para tal. Sweet Tooth combina magistralmente desenho e narrativa ousando em algumas construções de quadros diferenciadas a cada novo volume. Mas a cereja do bolo é sem dúvida o clima de tensão da história, que te faz mergulhar de cabeça em cada página. 

 

Nightmare Maker Vol. 1 (Cuvie)

NightmareMaker

Sim. Sim. Finalmente, uma editora ousou lançar no mercado de mangás um título erótico e arriscar o gênero que tem inúmeras publicações em sua terra natal. Agora, falando do mangá propriamente dito, destaco nele a arte suave da artista Cuvie, a também autora do ótimo mangá histórico Dorothea publicado pela Panini. 

Ainda pela Nova Sampa saiu também outro título erótico da autora chamado Hakoiri, que não chega a ser tão interessante como Nightmare Maker, mas vale a pena conferir por ter apenas um volume.
 
 
Esta postagem ainda deve vir a ser atualizada com o Top 10 de outros membros, que por estarem distantes e sem acesso a internet no momento, não puderam por alguma razão enviar seus textos e imagens. Fiquem de olho.
 
Em nome da família Quadro a Quadro desejo a todos um Feliz Ano Novo!
 
— Pedro é formado em jornalismo, mas nunca chegou perto de trabalhar na área, pois não gosta de sofrer com pressão e prazos apertados. Também não é muito fã de escrever, na verdade, acredita que não tem o mínimo talento para tal. Mas com o apoio dos amigos e de seus raros momentos de confiança, ele expõe no site um pouco do que pensa sobre: quadrinhos japoneses, games e cinema.