Antes de tudo a ressalva de que é uma lista pessoal, feitas com base em leituras de HQ´s lançadas no Brasil em 2012. Retrata a opinião do autor da postagem, não necessariamente do site. Confira!

12. Sant’Anna da Feira, Terra de Lucas. Ótima HQ lançada no circuito independente neste finalzinho de ano e que ainda teve pouca projeção nacional. Conta com o roteiro de Marcos Franco, derivado de uma extensa pesquisa histórica e o bonito traço em preto e branco de Hélcio Rogério, que remete a mestres como John Buscema e à escola bonelliana.

11. Face Oculta vol. 01. E por falar em Bonelli, a Panini traz ao Brasil no formato original o primeiro episódio da mini-série italiana Volto Nacosto. Ótima ambientação histórica construída por um dos melhores roteiristas da atualidade, Gianfranco Manfredi (Mágico Vento) em parceria com o excelente desenhista sérvio, Goran Parlov (Mágico Vento, Justiceito, Y).

10. Dong Xoai, Vietnã 1965. O traço cru de Joe Kubert numa HQ perturbadora.  Um trabalho ímpar de um grande mestre dos quadrinhos de guerra e um dos mais influentes quadrinistas de todos os tempos.

09. Os Surpreendentes X-Men vol. 03. Joss Whedon (diretor do filme dos Vingadores) encerra neste encadernado sua passagem pelos X-Men com um roteiro cheio de furos mas que acabam sendo perdoados pelo ritmo envolvente da narrativa. Mas o grande mérito desta saga é mesmo remeter à  lembrança dos tempos áureos dos mutantes pela batuta de Claremont e Byrne. Magistralmente desenhado por John Cassaday.

08. O Livro de Encantamentos da Maré Vazante. Uma das poucas HQ´s que eu li mais de uma vez em 2012. Na verdade eu devo ter lido umas 15 ou 20 vezes a pedido da minha filha de 03 anos. O mestre Antonio Cedraz mostrando que ainda tem muito a dar aos quadrinhos.

07. A Tempestade. Geralmente não curto adaptações literárias, mas o que Lillo Parra e Jefferson Costa fizeram com a obra de Shakespeare está mais para uma montagem em quadrinhos do que qualquer outra coisa. Flui levemente, diverte e faz pensar.

06. A Trilogia Nikopol. Enki Bilal é um gênio. E gênios piram na batatinha. Ponto final! Nesta edição da Nemo, o leitor tem a chance que apreciar a obra desse gênio antes de surtar e deixar de se preocupar com narrativa e outras coisas que leitores de quadrinhos acabam dando alguma importância. Sem dúvida a sua obra-prima em uma edição completa e muito bem caprichada.

05. O Homem É Bom? O meu álbum favorito de um dos meus quadrinistas favoritos, Moebius. A história que dá nome ao álbum é uma das mais marcantes de todos os tempos.

04. Os Mortos-Vivos 08, 09 e 10. Neste ano a HQM Editora resolveu dar um gás na versão brasileira de The Walking Dead. A série de Kirkman é simplesmente espetacular e viciante. Demorei a conhecê-la por asco aos zumbis, mas cada edição é aguardada com muita ansiedade! Desenhada por Charlie Adlard.

03. Y: O Último Homem, volume 10. Três anos depois do primeiro volume, a Panini publica no Brasil o último capítulo da saga de Yorick Brown num mundo só de mulheres e onde o único homem, o próprio Yorick, tem uma personalidade feminina. Admito que não estava entusiasmado com essa leitura, achei que a saga já estava arrastada e além disso a causa aparente da praga que exterminou todos os homens já havia sido mostrada na edição 09. Mas na verdade Brian K. Vaughan e Pia Guerra deixaram o melhor para o final. Pelo menos três cenas para parar e dizer: “que foda!”. E foi muito impressionante como último número se encaixa com o primeiro. Nota 10!

02. Ken Parker – Onde Morrem os Titãs. Quando Giancarlo Berardi e Ivo Milazzo se unem para fazer uma HQ a chance de sair dali um clássico da nona arte é enorme. Nesta edição publicada em tiragem baixíssima pelo CLUQ os mestres italianos se superam. Um grande momento do cowboy existencialista.

01. O Eternauta. Hors concour. Uma nevasca mortal sobre Buenos Aires inicia a maior saga de histórias em quadrinhos já feita. Agora publicada no Brasil, mais de cinquenta anos após sua conclusão na Argentina, e ainda com o vigor e a atualidade originais. Por Héctor G. Oesterheld e  Francisco Solano Lopez.

— Não gosta de falar sobre si mesmo, mas a sua orelha queima quando estão falando dele.