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Stephen “Steve” J. Ditko, nascido em 2 de novembro de 1927, desenhista e roteirista norte americano. Famoso (?) por ser co-criador do  Homem-Aranha e Doutor Estranho. Mas hoje em dia o “publico civil” acha que o Stan Lee, fez tudo sozinho e por isso Ditko acaba sendo pouco lembrado. 
Enfim… Ditko estudou na Cartoonist and Illustrators School de Nova York. Ele começou sua carreira profissional em 1953, trabalhando no estúdio de Joe Simon e Jack Kirby (criadores do Capitão América), começando como arte-finalista e vindo sob a influência do artista Mort Meskin. Durante este tempo, ele então começou a sua longa associação com Charlton Comics, onde ele fez trabalhos nos gêneros de ficção científica, horror e mistério. Ele também co-criou o super-herói Capitão Átomo em 1960.
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Em 1955, Ditko começou a desenhar para Atlas Comics, precursora da Marvel Comics, com a HQ de 4 paginas “There’ll Be Some Changes Made” para a revista Journey into Mystery #33Ditko acabou ficando popular por causa de suas varias colaborações para as revistas Amazing Adventures, Strange Worlds, Tales of Suspense e Tales to AstonishNeste período fez contos em parceria de Jack Kirby Stan Lee. Nos anos 60 a editora começou a apostar nos super-heróis. Stan Lee havia se tornado astro com o lançamento de “Quarteto Fantástico” no ano de 1961 em parceria com Jack KirbyLee havia pensado no Homem-Aranha e, claro, levou suas ideias a Kirby, que logo traçou seis páginas com o personagem.Lee detestou o resultado: “Muito heroico”, ele disse.

O roteirista então chamou Ditko, que ao contrário dos tipos super-poderosos que saíam do lápis de Kirby, as criações de Ditko eram mais humanas, menos explosivas. Ainda assim, a capa de “Amazing Fantasy” nº 15, a estreia do Aranha nos gibis, terminou desenhada por Jack Kirby, com arte final de Ditko.spidey-33-picking-up
Homem-Aranha não era uma aposta do editor Martin Goodman: ao contrário da nova onda de super-heróis que tomava as bancas, ele era um adolescente franzino, cheio de neuroses e problemas com escola, garotas e dinheiro. Ainda assim, os números de “Amazing Fantasy” foram tão impressionantes que, sete meses depois, o herói ganhou título próprio com “The Amazing Spider-Man”. A parceria entre Lee/Ditko  durou 38 edições. Nesse tempo, tudo que conhecemos sobre o herói foi estabelecido: seus maiores vilões (Duende Verde, Abutre, Dr. Octopus, Homem de Areia, Electro, Kraven, o Lagarto), sua extensa galeria de coadjuvantes (Tia May, J. Jonah Jameson, Harry Osborn, Flash Thompson, Gwen Stacy) e, o mais importante, sua personalidade.

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Em julho de 1963, foi publicada a edição nº110 da Strange Tales, que apresentava o personagem Doutor Estranho, outro fruto da parceria Ditko/Lee. Embora muitas vezes ofuscado por seu trabalho no Homem-Aranha, a arte de Ditko em “Doutor Estranho” foi igualmente aclamado, por suas paisagens surrealistas,  místicas e visual cada vez mais psicodélico que ajudaram o titulo a se tornar um dos favoritos dos universitários. Roy Thomas (Na epoca editor da Marvel) dizia que os leitores do Doutor, em algum momento da vida tiveram contato com alucinógenos.
Ditko acabou deixando o titulo do Homem-Aranha por diferenças criativas com Lee, e foi substituído porJohn Romita. Quem teve a oportunidade de ler As HQs do Aranha dessa época, deve ter percebido a mudança na personalidade do personagem, quando Romita assumiu (O nerd tímido agora era disputado por uma super modelo e uma loira mega atraente). Em 1966, ele deixou steve-ditko-strange-tales-1380004Marvel, alegando problemas pessoais. Mas claro que tem umas polêmicas no meio disso… cover Lee seguindo o “método Marvel”, e atolado pela quantidade absurda de trabalho, geralmente rascunhava um argumento de uma página e Ditko (não só ele, mas todos que trabalhavam com tiozão do bigode) desenvolvia a história em 22 ou 24 páginas, devolvendo o material para o roteirista que, então, adicionava os diálogos e os recordatórios. A roça era feita por assistentes e os dois mal se falavam. Mas deve-se lembrar também que Lee sempre brigou pelo direito de os criadores de cada história receberem seus créditos: não só roteirista e desenhista, mas também arte finalista, colorista e letrista. Sua personalidade forte acabava ofuscando seus colaboradores. 
Se Jack Kirby, seu maior parceiro, conseguiu espaço pelo volume e pela influência inquestionável de seu traço, Ditko, um sujeito tímido, e recluso, mais interessado em sua arte do que nos holofotes, ficou em segundo plano. E ainda corre  boatos que Ditko nunca ganhou um centavo pelos painéis originais do Homem-Aranha que ele criou. Pelo contrário, eles formam uma pilha de papel em sua casa, que ele usa como base na hora de recortar novas folhas. Quando questionado se não se importava em estar destruindo arte pela qual fãs pagariam uma fortuna, sua resposta teria sido: “Não quero que ninguém me conheça pelo meu trabalho velho, e sim pelo trabalho mais recente, que é sempre o melhor”.

De volta ao Charlton ComicsDitko trabalhou em personagens como Besouro Azul (1967-1968), sua criação o justiceiro mascarado chamado Questão (1967-1968), e o Capitão Átomo  (1965-1967). Além disso, em 1966-1967, ele desenhou 16 histórias de terror, a maioria delas escritas por Archie Goodwin para as revistas Creepy e Eerie da editora Warren Publishing.

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Ele então finalmente mudou-se para a DC Comics, em 1968, onde co-criou o Rastejante em Showcase # 73 (Abril de 1968) com Don Segall. O escritor e executivo DC Comics, Paul Levitz observou que a arte de Ditko nas histórias do Rastejante, era diferente de tudo que a editora já tinha feito até então. Ditko ainda co-criou a dupla Rapina e Columba em Showcase # 75 (Junho de 1968), com o escritor Steve Skeates. Sua passagem pela DC foi curta, deixando a editora em 1969 e retornando para a Charlton e ainda fez alguns trabalhos para a Marvel como freelancer.
Em 1975, retornou para a DC, e criou Shade, o homem mutável, e trabalhou em algumas edições doStarman, Legião dos Super Heróis e Rastejante. Retornou a Marvel em 1979, assumindo o lugar deJack Kirby  em Homem-Máquina, desenhou Os Micronautas  e Capitão Universo, e continuou como freelance para a empresa. Em parceria com o escritor Tom DeFalco introduziu o personagem Speedball em The Amazing Spider-Man Annual # 21 (1988) e Ditko desenhou uma série de dez edições com o personagem. Seguiu trabalhando para editoras menores até se aposentar dos quadrinhos tradicionais em 1998. Ainda hoje, já em seus 88 anos, Ditko continua trabalhando em seu estúdio em Nova York. Ele não dá entrevistas, não autografa seu material, não recebe fãs e não participa de convenções.

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— Beto Magnun quando criança queria se tornar membro dos Novos Titãs e dos X-men, mas com o passar dos anos, acabou se tornando uma das pessoas invisíveis das histórias do Will Eisner.