Segundo a Wikipédia "Fanzine é uma abreviação de fanatic magazine, mais propriamente da aglutinação da última sílaba da palavra magazine (revista) com a sílaba inicial de fanatic.

Fanzine é portanto, uma revista editada por um fan (fã, em português). Trata-se de uma publicação despretensiosa, eventualmente sofisticada no aspecto gráfico, dependendo do poder econômico do respectivo editor (faneditor). Engloba todo o tipo de temas, assumindo usualmente, mas não necessariamente, uma determinada postura política, com especial incidência em histórias em quadrinhos (banda desenhada), ficção científica, poesia, música, feminismo, vegetarianismo, veganismo, cinema, jogos de computador e video-games, em padrões experimentais.

(…) os primeiros fanzines europeus, especialmente franceses e portugueses, foram editados por adultos, dedicando-se ao estudo de história em quadrinhos (ou banda desenhada). A sua origem vai encontrar-se nos Estados Unidos em 1929. Seu uso foi marcante na Europa, especialmente na França, durante os movimentos de contra-cultura, de 1968. Graças a esses movimentos, os fanzines são uma ferramenta amplamente difundida de comunicação impressa de baixos custos. No Brasil, desde a década de 1980 até hoje, os "zines" se converteram no meio de veiculação de idéias mais usado por punks e anarquistas".

Bem, esta vai ser minha primeira coluna aqui no QaQ por dois motivos: sempre fui convidado a publicar neste que é um dos mais exitosos meios de publicação de Quadrinhos e o que proporciona a maior liberdade de criação e edição.

Eu fui juri do Troféu Alfaiataria de Fanzines, em 2007, criado e organizado pela Alfaiataria de Diego Figueira e Zé Oliboni, responsáveis pelo site Pop Balões.

Tinha em vista a importância do fanzine para a formação, aprendizado e crescimento do quadrinhista brasileiro e pretendia ser um incentivo para a produção desse tipo de material. Foi dedicado a memória de Joacy Jamys, um grande incentivador desse tipo de publicação.

Minha primeira publicação em Zines foi no "Sem Essa" (editado pelo Iramir Araujo) e não parei mais.

Meus Quadrinhos foram publicados na QuadrECA, Zine Excomungados, Ourobouros, Garagem Hermetica, Cafezinho, Pântano (com Marcatti e Baraldi), Subversos e agora Miséria. Foi este o segundo motivo para escrever este artigo, a resposta do Batata, membro do Coletivo Miséria ao meu texto aqui no QaQ sobre o Fim do Site Bigorna.

Faço parte de um coletivo de quadrinhos na região de Campinas, estamos indo para o sexto número de nossa revista e contamos com colaborações do cartunista Latuff, assim como do Bira. Nossa revista não é encontrada em bancas de jornal, por que? Porque as bancas de jornal não aceitam publicações vinculadas a editoras ou a distribuidoras de revistas. O que fazemos? Vendemos na rua, de mão em mão, e fazemos nosso trabalho pensando nisso. Quantos zines de quadrinhos e quantas experiências de quadrinhos independentes não são como a nossa. Não devemos vislumbrar o mercado editorial de quadrinhos olhando apenas aqueles que estão no "mainstream", a diversidade de publicações da nona-arte extrapola isso, e são responsáveis pela divulgação deste tipo de linguagem. Pesquisas e mapeamentos nesse sentido fazem-se necessários, pois é isso que realmente demonstra o avanço das hqs no cenário midiático no país. O Coletivo Miséria não sonha com editais do governo ou com financiamento de instituições para fazer seu trabalho, eis que ele se faz militante e de caráter realmente independente, e creio que isso deve ser levado cada vez mais em considração dentre nós, apreciadores, consumidores e fazedores de quadrinhos… precisamos cortar as amarras. Não dá para viver confortavelmente com isso, mas bola pra frente. Abraços".

Esse depoimento fala um bocado do que a gente vive com as HQs hoje em dia.

Abaixo as caricaturas que fiz deles:
 
 
Eu os conheci na oficina que deram no Museu da Imagem e do Som de Campinas -MIS. Muito espirituosos, demonstram grande interesse em colocar em Quadrinhos, as grandes discussões da humanidade como relações de trabalho e de convívio, além do consumismo desenfreado de um país capitalista. As idiossincrasias da classe média são colocadas em xeque quando se relacionam com os miseráveis e com os poderosos.
 
Bebem bem, mas tomamos apenas 2 cervejas antes do Debate "Quadrinhos e Resistência" entre eu, Latuff e o Coletivo, no MIS.

 

No blog além dos Quadrinhos viscerais, mantém vários movimentos em dia, como a fábrica ocupada Flaskô.

Quadrinhos também é engajamento.

Pretendo continuar colaborando com esta brava revista!

É uma publicação de quadrinhos realizada pelo COLETIVO MISÉRIA. Os cartunistas membros da Miséria realizam charges, tiras, quadrinhos e ilustrações para jornais estudantis, sindicais e de movimentos populares. Também realizam oficinas sobre cartuns e HQs.

Contato: revistamiseria@yahoo.com.br

Agora, vou voltar a olhar para este mar maravilhoso de Salvador.

Muito axé e muita pimenta, Lucas!

 

— Como o Bira falhou na tentativa de virar herói, publica seu Tatu-man nos jornais Correio Popular e Graphiq. Faz parte do Coletivo Quarto Mundo e da AQC (Associacao de Quadrinhistas e Caricaturistas) SP. Toca gaita nas horas vagas, em eventos quadrinhisticos ou quando nao esta arrancando cabelo ( e tem muito) com os prazos apertados. Deve se mandar pra Coreia do Sul, pra falar do mercado dos Quadrinhos brasileiros, que acredita, nao esta desmoronando.