Amanhã (06/08/2011) na HQMIX livraria às 19:30 ocorrerá o lançamento da revista "Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente" por Laudo Ferreira com cores de Omar Viñole.

A HQMIX livraria fica na Praça Roosevelt nº 142, Centro – São Paulo – SP. Tel (0xx11) 3259-1528.

O lançamento é da  Editora Peirópolis sendo o sétimo volume da coleção "clássicos em HQ".

O press release da editora:

Auto da barca do inferno em quadrinhos, clássico do dramaturgo português Gil Vicente, ressurge neste álbum pelas mãos do cartunista Laudo Ferreira. Seguindo a proposta da série, a editora manteve o texto original de 1517, recriando em quadrinhos os memoráveis diálogos entre os mais diversos tipos representantes da sociedade medieval, o Diabo e o Anjo no dia do juízo final. As cores são do arte-finalista Omar Viñole, parceiro de Laudo Ferreira neste e em outros trabalhos.

Auto da barca do inferno é uma das peças mais famosas de Gil Vicente, considerado por muitos como o autor que inaugurou a modalidade teatral em Portugal. Valendo-se da temática religiosa, muito forte na época, Gil Vicente critica os costumes da sociedade sem fazer distinção entre as classes sociais, mostrando que todos, sem exceção, serão julgados por suas palavras e ações no juízo final. A obra tornou-se um clássico e um marco na literatura e, atualmente, é uma leitura obrigatória nos principais vestibulares.

Para trabalhar na transposição do texto para os quadrinhos Laudo recorreu aos conhecimentos que adquiriu ao acompanhar as encenações de sua mulher e atriz Romana Vasconcellos, que durante anos, encenou o Auto da barca do inferno. “Foi quando tomei contato com este texto incrível, conhecendo suas métricas e rimas, admirando seu humor, mergulhando em suas intenções”, comenta o quadrinista. 

O texto vicentino é repleto de ironias e trocadilhos próprios do estilo do autor que, por meio de alegorias, faz um retrato crítico da sociedade de sua época. “As imagens ajudam a embarcar plenamente neste genial texto, pois conduzem os leitores neste emaranhado de tipos vicentinos, levando-os a perceber que, embora sejam personagens que representam uma época, identificam-se com tipos que habitam nossa sociedade atual. Por termos optado em usar o português arcaico, a junção imagem e texto facilita uma melhor compreensão da obra em si”, explica Ferreira.

Laudo Ferreira acredita que a versão em quadrinhos é uma forma de aumentar o interesse dos jovens por obras clássicas. “Às vezes, um texto de determinada obra é muito rebuscado com uma escrita arcaica e isso, com certeza, gera um desinteresse. O quadrinho faz uma ponte entre o clássico e imagens modernas, despertando no leitor a curiosidade pela obra e por seu contexto”. 

Foram quase sete meses de trabalho e criação para a versão em HQ do Auto da barca e Laudo Ferreira se preocupou em dar sutileza às ilustrações para que elas complementassem o texto original, sem ofuscá-lo. “É importante que haja o interesse pela obra. No meu caso, trabalhei como se Gil fosse um roteirista que desenvolveu um texto para eu desenhar. E, nesse processo, consegui manter a originalidade da obra e ilustrá-la de forma que os desenhos também contem a história sem ser necessário o leitor ler o que está nos balões para entender o que acontece na cena”, destaca Ferreira.

Quem também reforça a importância dos traços do quadrinista é Maurício Soares Filho, autor do prefácio do livro. “Os desenhos de Laudo Ferreira fazem com que muitas vezes nos sintamos no meio da cena. Ele apresenta praticamente um storyboard do texto, que aparece pronto para ser ‘assistido’ pelo leitor”, completa. 

O Gibi Rasgado fez uma excelente resenha, para conhecê-la clique aqui.

— Lucas Pimenta queria ser Martin Mystère. Não queria uma pistola de raios e sim a capacidade de enrolar uma noiva da mesma maneira...