7779_medioPor Maria Tarrafa*

* Maria Tarrafa é convidada do Quadro a Quadro. O conteúdo desse post expressa a opinião da autora, que é plenamente responsável pela mesma.

Ao longo de nossas vidas aprendemos a temer brinquedos infantis graças aos filmes de terror. Quem nunca teve medo do boneco Chuck? E, mais recentemente, da apavorante Anabelle?

The Boy (2016), no Brasil com o terrível nome de O Boneco do Mal nos traz mais uma vez o sentimento de apreensão em relação aos objetos dedicados para crianças. Filme de Willian Brent Bell, conhecido por já nos aterrorizar com A filha do Mal (2012) e Stay Alive (2006).

Nesse longa de terror, Greta Evans, (Lauren Cohen, protagonista de The Walking Dead, estrela seu primeiro longa e mantém firme a condução da trama) é uma jovem americana que depara-se com uma situação perturbadora: ao ser contratada como babá de uma rica família no interior da Inglaterra, descobre que Brahms, o menino de quem deve tomar conta é, na verdade, um boneco de porcelana que a família Heelshire trata como uma criança real.

O primeiro impacto já causa incomodo no espectador. Associado ao cenário: a solidão de uma jovem que se vê no interior da Inglaterra, sozinha em uma casa enorme, sem celular ou internet e com o tempo lá fora tipicamente britânico: chuva todo o tempo.

De início, Greta não leva a sério a tarefa de cuidar de um boneco de porcelana como se fosse uma criança, deixando-o largado de lado até que acontecimentos estranhos começam a perturbá-la indicando que a ira do sinistro boneco foi despertada.

O Boneco do Mal é um filme que vale pelas cenas de suspense e pela ambientação: sentimos a solidão da jovem Greta, o tédio e até o frio da macabra casa isolada no campo. A própria mansão é um personagem que causa bastante medo no decorrer da história, além de Brahms, o boneco de rosto inexpressivo que é perfeitamente capaz de nos aterrorizar com sua aura diabólica. No desenrolar da trama vão revelando-se segredos de todos os personagens, mostrando que Greta tem mais em comum com aquela estranha família do que nos damos conta de início e que as coisas nem sempre são o que parecem. 

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Por Maria Tarrafa*

* Maria Tarrafa é convidada do Quadro a Quadro. O conteúdo desse post expressa a opinião da autora, que é plenamente responsável pela mesma.

 

— Lucas Pimenta queria ser Martin Mystère. Não queria uma pistola de raios e sim a capacidade de enrolar uma noiva da mesma maneira...