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E lá se vai mais um ano excelente para os quadrinhos, com grandes eventos e diversos materiais de qualidade nas bancas, livrarias e internet. Agora chegou a hora de conferir os melhores, na opinião da equipe do Quadro a Quadro. Tentamos dar prioridade aos lançamentos, mas no fim publicações de anos anteriores acabaram sendo citadas. O que importa mesmo é atiçar você caro leitor para que busque novos ares neste amplo universo de HQs. La Dansarina – Lillo Parra e Jefferson Costa, foi o maior destaque citada em 7 das 11 listas. 

Guido Moraes

La Dansarina. – Lillo Parra e Jefferson Costa (Quadro a Quadro)
Porque é uma bela história, muito bem contada e com uma narrativa visual espetacular. Melhor do ano.

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Apocalipse, por favor. – Felipe Parucci (Independente)

Título de estreia do Felipe. Nem parece tamanha a habilidade em narrar. Sobre 'ser você mesmo' sempre, mesmo a beira de um apocalipse. 

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Don Juan di Leonia – Dalton "dalts" (Independente)

Arte impressionante e paleta de cores tão espetacular que me fez comprar sem saber o que estava comprando. Ah, a história é muito boa.

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Ditadura no Ar volume 4 – Raphael Fernandes e Abel (Contraversão)

O surpreendente  final de uma das mais legais publicações nacionais dos últimos anos. Mantém o nível alto.

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Demolidor – fim dos tempos. – Bendis, Maleev, Mack, Sienkiwcz e Janson (Panini)

Das grandes editoras, foi o que mais gostei. Não deve nada a excelente fase que os autores tiveram com o personagem anos atrás, criando mais uma hq épica do herói. Serviu como um belo aperitivo para o seriado que estreou esse ano.

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Alan Moore – o mago supremo. – De Caio Oliveira (Independente)

Compilação das páginas publicadas inicialmente no "Cantinho do Caio", no Facebook. Satiriza os mais famosos roteiristas da Marvel, contextualizando entre os personagens mais famosos da própria editora. Hilário. 

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Keli Vasconcelos

Tom Sawyer: Shin Takahashi (JBC)

Mangá inspirado na obra As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain. Um convite à inocência, com muita ousadia – gráfica e de roteiro. Seus verões não serão mais os mesmos.

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La Dansarina: Lillo Parra e Jefferson Costa (Quadro a Quadro) 

Espelho das diferenças sociais, luta pelos propósitos. É superar a Morte, seja ela uma Gripe Espanhola, seja o fato de ser excluído. Dança da Vida em São Miguel Paulista. 

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Lobisomem Sem Barba: Wagner Willian (Balão Editorial) 

Tira da jaula o lado mais belo e bizarro da raça humana. Entrecortado por ilustrações que beiram o realismo.
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Baratão 66: Bruno Azevêdo, Luciano Irrthum (Pitomba/Beleléu) 

Ambientado nos lençóis maranhenses, o palco é um salão que pela manhã é casa de depilação e à noite é da luz vermelha mesmo! Ilustrações e enredo incríveis, que lembram os bons cordéis. Porreta!

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Rafael cordeiro

Seguem minhas sugestões. Duas delas foram publicadas em 2014; uma saiu em 2015 e a outra ainda não saiu por aqui.

O Árabe do Futuro, volumes um e 2, de Riad Sattouf (Allary Éditions/ versão brasileira pela Intríseca)

Por que é um dos melhores: incrível como o Oriente Médio do final do século XX tem similaridades com o Brasil do século XXI. Destaque para o uso da cor como elemento narrativo.

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Kinderland   Mawil (Reprodukt; sem versão brasileira)

Por que é um dos melhores: narra a história de um menino e suas vivências nos últimos dias de Berlim Oriental. Texto competente e destaque para o traço solto que evoca o olhar infantil.

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La Dansarina – Lillo Parra e Jefferson Costa (Quadro a Quadro)

Por que é um dos melhores: é sobre os momentos de apego e de saber dizer adeus na perspectiva da finitude da vida. Texto cativante e a arte é um espetáculo à parte.

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Sergio Barretto

La Dansarina –  Lillo Parra e Jefferson Costa (Quadro a Quadro)
História envolvente e emocionante. Roteiro competente de Lillo Parra. Arte deslumbrante Jefferson Costa. E ainda por cima é a primeira HQ a usar cenas pós créditos, o que faz você querer ler tudo, até a quarta capa e depois começar de novo.

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Mil Léguas Transamazônicas – Spacca e Will (Petisco)

O encontro de personagens históricos, que foram contemporâneos, em uma aventura pelo interior do Brasil já seria bem legal. Mas um história dessa conduzidas pelas mãos de Spacca e Will só poderia ser um negócio que deixa aquele gostinho de quero mais.

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Máquina Zero (volume 2) – Vários autores (Quadro a Quadro)

O segundo volume da antologia internacional traz novamente quadrinhos de todo o mundo, com algumas histórias realmente excelentes. Dá gosto ver o que autores novos e veteranos podem fazer quando estão livres para criar histórias curtas.

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Outros Destaques: Fábulas (Panini), The Walking Dead (HQM) e O Inescrito (Panini) – Com volumes lançados meio que esporadicamente, estas três sagas não deixam a peteca cair nunca. E os volumes lançados este ano são a prova disto.

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Dani Marino

La Dansarina –  Lillo Parra e Jefferson Costa (Quadro a Quadro)

É realmente a melhor HQ  que li nesse ano. Narrativa envolvente e arte sensacional.

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Estou gostando muito da coletânea SPAM, que tem 5 quadrinistas femininas. As histórias são engraçadas e inusitadas. Publicado pela Fictícia.

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Dois irmãos do Bá e do Moon (Cia. das letras), é ótimo. Eu não li o livro do Hatoum, então não sei dizer se a história dos gêmeos ficou bem fiel, mas de qualquer forma, é uma história de família que prende leitor do começo ao fim. 

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Marcello

La Dansarina (Lillo Parra e Jefferson Costa Quadro a Quadro):

Quando eu li a primeira coisa que me veio à mente: "é a melhor obra de quadrinhos brasileiros que já li". Refleti, comparei e reli. Cheguei à conclusão de que é a melhor obra de quadrinhos brasileiros que já li.

*Pra ler a matéria do Marcello, sobre La Dansarina é só clicar.

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Yeshua – O Círculo Interno o Círculo Externo (Laudo Ferreira e Omar Viñole – Devir):

A conclusão do épico universal, talvez a história mais importante da humanidade, recontada de forma magistral.

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A Boca Quente – Parte # 1 (Shiko – Independente):

O traço do Shiko já vale qualquer edição, mas o mais legal de seus gibis é quando ele não se impõe limites, como nessa HQ.

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Demolidor – volume 2 (Frank Miller e Klaus Janson – Marvel / Panini):

Às vezes posso me questionar o que faz com que eu continue lendo quadrinhos depois de tantos anos? Obras como essa respondem com sobra a essa pergunta. Quadrinhos com quase quarenta anos e continuam inovadores. E Miller ainda disse na CCXP que está jovem demais para ter feito sua obra-prima. Vida longa!!

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Disney Cinema (Tito Faraci, Corrado Mastantuono, Paolo Mottura e outros – Disney / Abril):

Já há algum tempo alguns artistas da Disney italiana vem me chamando a atenção. Esse especial compila algumas boas obras dessa casa editorial, como O Resgate do Vapor Willie, Moby Dick e A Volta à Doce Vida. A indicação vai mesmo pela qualidade dos quadrinhos, mas essa edição tem problemas graves: vem com quase nenhum extra (até as capas sumiram), sendo que eles estão bem presentes nas edições mensais da própria Abril. Trabalho editorial que não condiz com o preço e apresentação gráfica do livro.

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Vida longa!!

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Bernardo Machado

Segue minha listinha de destaques do ano:

1. Quadradinhas, de Lucas Gehre (web):

Quadradinhas (e as Quadradonas) vêm sendo publicadas há algum tempo, mas esse ano Lucas está imbatível, publicando quase todos os dias, variando o formato, mas nunca o objetivo – nos mostrar, com repetição de desenhos e algumas poucas palavras que o simples nem sempre é tão simples assim.

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2. Perpetuum Mobile, de Diego Sanchez (Editora Mino):

2015 foi o ano de consolidação de Sanchez, com dois lançamentos pela Mino, ambos sucesso de crítica. Em Perpetuum Mobile, Diego nos apresenta seu já característico traço hachurado, numa história de jovem para quem é e já foi jovem.

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3. Wolf, de Ales Kot, Matt Taylor, Jordie Bellaire, Clayton Cowles e Tom Muller (Image Comics):

Los Angeles, criaturas sobrenaturais, o Apocalipse e Antoine Wolf, detetive negro e imortal. Nessa mistura de gêneros, sobrenatural com noir, e abordando temas como preconceito, feminismo e desigualdade social, Ales Kot mostra, mais uma vez, porque é um dos melhores roteiristas a despontar no mercado norte-americano recentemente.

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4. ZERO, de Ales Kot, Tom Muller, Jordie Bellaire, Clayton Cowles e vários artistas (Image Comics):

Mais uma vez, Ales Kot. Uma história que pode ser encaixada no gênero Spy-Fi (algo como espionagem científica), ZERO tem apenas 18 edições e não conta conversa, levando seu protagonista, Edward Zero, a encontrar de alienígenas a William S. Burroughs, numa cronologia própria. Tudo isso com um time de 18 desenhistas incríveis. É imperdível.

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Marcelo Buzzoni

– Gata Garota (Fefê Torquato – NEMO): 

Escrevi até uma resenha no blog sobre esse. Foi presente de dia dos namorados e uma grata surpresa. Gostei demais do desenho da Fefê e a história que começa devagar, mostrando apenas situações típicas de gatos, entra numa trama bem interessante sobre essa raça de seres meio gatos meio humanos.

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– Fábulas (Bill Willinghann e vários desenhistas – Panini): 

E a Panini segue lançando fielmente os encadernados dessa que acho a melhor série do selo Vertigo desde Sandman (que ainda não era Vertigo à época do seu lançamento, mas vcs entenderam…). Depois de uns encadernados meio fraquinhos, a série caminha pro seu final e fechando todas as pontas soltas de um jeito muito bom! Na espera do último volume.

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Sou um relapso que não comprou La Dansarina e estou em dívida… Só vejo elogios em todo lugar. Mas a correria me fez comprar menos quadrinhos esse ano.

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Lucas Pimenta

Pílulas Azuis – Frederik Peeters (Nemo)

Já é um dos meus quadrinistas preferidos há muito tempo e nesse álbum ele só prova o quanto é um dos maiores do mundo! Uma história de emoções contraditórias e  como conviver com HIV, os preconceitos, os tratamentos… E acima de tudo, uma história sobre amor!

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A Teoria do Grão de Areia – François Schuiten e Benoît Peeters (Asa )

Depois de cinco anos, pude concluir a leitura dos dois álbuns que compõe a história. Numa trama louca e absurdamente cativante, que começa em Brusel, em 21 de julho de 784, quando pedras de igual peso, surgem no apartamento de Constant. Em um prédio vizinho, uma mulher, mãe de dois filhos, constata que da mesma forma, em diferentes pontos do seu apartamento, acumula grandes quantidades de areia. Esse é o ponto inicial para uma trama surreal em dois volumes, inédita no Brasil. Saiu em Portugal pela editora ASA!

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Thorgal – Jean Van Hamme e Grzegorz Rosinski (Asa )

Li os seis primeiros volumes que a editora Asa, em parceria com o jornal lusitando Público, lançou em 2012. Difícil escolher qual o melhor volume. Thorgal é uma das melhores séries dos quadrinhos franco-belga, e apresenta Thorgal Aegirsson, protagonista da HQ iniciada em 1977, pelas Éditions du Lombard (atual Le Lombard). Criado pelo aclamado roteirista Jean Van Hamme e desenhado inicialmente por Grzegorz Rosinski, Thorgal é um dos últimos sobreviventes de uma anciã civilização extraterrestre, e chega a terra ainda bebê, quando é encontrado no mar por uma expedição viking, e adotado pelo chefe da tribo nórdica Leif Haraldson… Falar mais seria estragar o prazer se conhecer e ler Thorgal. Confiram!

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João Francisco

1) La Dansarina (Lillo Parra e Jefferson Costa; Quadro a Quadro):

Não irei chover no molhado. Uma das melhores produções nacionais (ou seria a melhor?) que tive o prazer de ler. Destaque para a arte sensacional do Jefferson Costa. Trabalho excepcional.

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2) O Rei Amarelo em Quadrinhos (Vários artistas; Editora Draco):

A loucura é, de fato, amarela. Reúne quadrinhos que tem como base a obra O Rei de Amarelo, de Chambers. Bebe também nas fontes de Lovecraft e Poe (que inclusive é protagonista de uma das estórias). O uso da cor amarela em meio aos quadros em preto e branco realmente fez a diferença na hora de enfatizar o medo e a loucura. Com mais altos do que baixos (tanto nos roteiros quanto nos desenhos), vale a leitura. Principalmente se você for perturbado da cabeça.

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3) Alan Moore – O Mago Supremo (Caio Oliveira):

O Caio é um cara fantástico, já começa por aí. Temos um Alan Moore inserido no universo do Doutor Estranho e satirizando inúmeros nomes da indústria dos quadrinhos. O que poderia dar errado? Leitura descontraída de muito bom gosto.

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4) A Canção de Mayrube – O Início (Hugo Canuto; Quadro a Quadro):

Embora seja apenas um preview dessa graphic novel que tem por base a mitologia das Américas, O Início já deixa claro para o que veio A Canção de Mayrube. A arte é belíssima, e evidencia o trabalho de pesquisa feito pelo autor.

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Beto Magnun

Li muita coisa esse ano, e ainda assim não li tudo que pretendia. No fim minha lista ficou mais extensa que de todo mundo. 

Pílulas Azuis – Frederik Peeters (Nemo) e Planetes vol 1 ao 4 – Makoto Yukimura (Panini)

Um é uma autobiografia e o outro uma ficção cientifica. A obra do sueco Frederik Peeters fala sobre amor na situações mais dificeis, sem ser piegas e contando com belos desenhos, roteiro tocante e informativo. Já Planetes, talvez seja a história mais realista sobre uma possível exploração espacial humana que li. Yukimura, dosa muito bem humor, aventura e melâncolia para contar uma história sobre egoismo, solidão e amor. Duas publicações que já considero indispensaveis. 

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A saga do Monstro do Pântano vol 4 ao 6 – Alan Moore e vários artistas (Panini), Sandman _ Preludio vol 1 e 2 – Neil Gaiman, J.H. Williams III e Dave Stewart (Panini) e Promethea _ Edição definitiva vol 1 – Alan Moore e J.H. Williams III (Panini)

Dois dos autores britânicos que revolucionáram o mercado de quadrinhos americanos na década de 1980. Os leitores brasileiros finalmente tem a chance de ler 'A saga do Monstro do Pântano' e 'Promethea' na integra e em edições decentes, além de 'Sandman _ Prelúdio' marcar o retorno de Neil Gaiman ao personagem que o consagrou. Essas HQs trabalham com elementos da magia e do misticismo além de explorar a mitologia dos super-herois de ação, espiritualidade, mito da criação e crença na vida após a morte. Vale dizer ainda que 'Promethea' é (pelo menos para mim) o melhor trabalho do velho Mago inglês (empatado com Do Inferno). E ainda a fantastica arte de J.H. Williams, principalmente em Sandman onde recebe o reforço de peso das cores do Dave Stewart.

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Alan Moore – o mago supremo – De Caio Oliveira (Independente) 

Caio Oliveira, transforma alguns dos maiores nomes (uns nem tão grandes assim) da industria dos quadrinhos americana em personagens da Marvel, e a partir daí sacaneia tudo e todos! Além do roteiro hilário a HQ conta com os desenhos sensacionais do Caio e as belas cores da Danielle Dantas. Uma pena que só tenha 32 paginas. 

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Os vitalícios Reguladores _ O bagulho que veio de cima – Fernando Torelly (Independente)

Os reguladores, são os super-heróis criados por Fernando Torelly, publicados na sua doentia página do facebook chamada "Figura de ódio". Composta por um alienígena viciado em crack, um pai de santo super poderoso, uma mistura de wolverine e fera, um playboy vestindo uma armadura de concreto e um astronauta fantasma, os Reguladores são a maior equipe de super heróis brasileiros. A história faz referências a grandes eventos do universo Marvel, mas Torelly não só satiriza os heróis da Marvel, mas também os autores brasileiros que insistem em criar e publicar super heróis nos mesmos moldes americanos.
*O próprio Torelly disponibilizou a HQ para download. Só clicar!

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Máquina Zero (volume 2) – Vários autores (Quadro a Quadro)

Amo antologias! Gosto de ter em mãos um encadernado com excelente acabamento gráfico, histórias dos mais váriados estilos, e autores veteranos e iniciantes de tudo quanto é canto do mundo. Além do trabalho louvavel de resgate de obras clássicas de autores como o lendário Júlio Shimamoto.

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Astro City Vol 1 e 2 – Kurt Busiek e Brent Anderson (Panini)

Mais uma republicação, mas novamente uma chance do leitores terem em mão esse material com acabamento decente e preço acessivel. ‘Astro City’ mantém a inocência e essência dos clássicos heróis da Era de Prata, mas mostrando sua influência numa sociedade como se eles realmente existissem. Busiek repete a formula que o consagrou em Marvels, mostrando do ponto de vista das pessoas normais (não só delas) como os super-seres afetam suas vidas. Nesses dias em que heróis estão cadas vez mais sérios e "ousados", mas sempre mantendo o status quo, Astro City é um resgate dos mitos que fica melhor a cada volume. Uma pena que Busiek seja um roteirista subestimado pela maioria dos leitores (pelo menos no Brasil).
*Para ler o review completo do volume um é só clicar.

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Outros destaques: Miss Marvel – G. Willow Wilson e Adrian Alphona (Marvel), Bitch Planet – Kelly Sue DeConnick e Valentine De Landro (Image) – Panza – Caio Oliveira (Independente), 20th Century Boys – Naoki Urasawa (Panini), Belladona – Ana Recalde e Denis Mello (Avec), Turma da Mônica _ Laços – Vitor e Lu Cafaggi (Panini), Solar _ O caminho do herói – Wellington Srbek e Abel (Mais Quadrinhos), Miracleman – Alan Moore e vários artistas (Panini), Perpetuum Mobile, de Diego Sanchez (Mino), Yu Yu Hakusho – Yoshihiro Togashi (JBC), Hurulla vol 1 e 2 – Clayton Inloco (Devaneio), Bone vol 1 _ Fora de Boneville – Jeff Smith (HQM) e Starmind: Professor de química do mal – Ryot e Toppera (Editora Draco)

 

— Beto Magnun quando criança queria se tornar membro dos Novos Titãs e dos X-men, mas com o passar dos anos, acabou se tornando uma das pessoas invisíveis das histórias do Will Eisner.