Matine - CapaEsta é uma daquelas histórias que fazem valer a pena participar de um evento como o FIQ. Estávamos no stand do Quadro-a-Quadro, em mais um movimentado dia do FIQ 2011, e um dos irmãos Costa (já falei que são gêmeos?) chegou e perguntou se tínhamos interesse em colocar alguns exemplares de Matinê pra vender.

Um dos quadrados (acho que foi o Marcello Fontana) folheou a revista e perguntou quantos exemplares ele pretendia deixar lá. O camarada disse "uns cinco" e o Marcello riu e respondeu "cinco só pra gente, pode deixar mais!". Eu, que observava tudo, peguei logo meu exemplar e fui do lado de fora parabenizar o outro irmão Costa e o Marcio Moreno pelo trabalho. E olha que eu ainda nem tinha lido, foi feeling baseado na capa e na arte.

E meu feeling estava pra lá de certo. Nem vou resenhar Matinê por que o Lillo já fez isso com a maestria que lhe é peculiar, mas posso dizer que já li umas três vezes e ainda não cansei da simplicidade, agilidade e humor pra lá de refinado do trabalho. Só os caras terem colocado um "luchador" como guarda-costas do traficante, já vale a primeira leitura.

Se você curte uma história cheia de ação, violência e nonsense, daquelas curtas e grossas, Matinê é pra você.

SERVIÇO
Título: Matinê
Autores: Marcelo e Magno Costa – convidado: Márcio Moreno
Editora: publicação independente
Páginas: 32 (P&B)
Formato: 16,5 x 24 cm
Para adquirir, entre em contato com magnojcosta@gmail.com.

— Sergio Barretto teve um passado nebuloso sobre o qual nunca fala. Ninguém sabe ao certo o que ele fazia, mas alguns indícios de ações secretas e aterradoras já desestimularam muita agente a continuar investigando. Hoje é um homem sério, cumpridor de seus deveres e apaixonado por histórias em quadrinhos desde que se entende por gente, e a cada ano faz mais tempo que ele se entende por gente. Faz parte do Quadro a Quadro desde sua criação e costuma ser gente boa, mas as vezes passa a impressão de que seu passado sombrio pode retornar a qualquer momento, pondo a todos em perigo.