Foi em 2009, que começaram a surgir boatos sobre a editora Abril ter demonstrado interesse em publicar o mangá de Kingdom Hearts, por aqui, contudo no mesmo ano não só se confirmou que a intenção era real, como também que as negociações para sua vinda ao Brasil não corriam nada bem. A Square-Enix detentora dos direitos da obra junto a Disney estava empacando o processo por conta dos games da franquia não serem comercializados legalmente no país, segundo informou Paulo Maffia (editor dos gibis Dinsey da Abril), em entrevista ao site Planeta Gibi

Porém, a esperança é a última que morre, e em meados de janeiro deste ano, a editora Abril finalmente anunciava que Kingdom Hearts seria lançado no Brasil em maio, o que de fato aconteceu, mas a distribuição do título foi setorizada chegando num primeiro momento às regiões Sudeste e Sul. A receptividade do mangá surpreendeu positivamente a Abril, que em agosto fez uma reimpressão do primeiro volume do mangá, desta vez, para distribuição nacional.

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Baseado no game homônimo da Squaresoft (atual Square-Enix) criado por Tetsuya Nomura e lançado no Japão em 2002, o mangá segue o enredo do primeiro game, quando o protagonista Sora recém separado de seus amigos Riku e Kairi se descobre o detentor da “Keyblade”, uma arma com poderes especiais que será decisiva na batalha contra as trevas que vem cobrindo as estrelas e dominando o coração das pessoas comuns, transformando-as em seres de puro mal chamados “Heartless”.

No entanto, o herói não se encontrará desamparado em sua jornada, pois ao seu lado figuras conhecidas do universo Dinsey e Final Fantasy o acompanharam, especialmente, os carismáticos Pato Donald e Pateta, dois emissários que estão na busca do desparecido rei do Castelo Disney, Mickey Mouse, e que se propõem a ajudar Sora na busca por seus amigos.

Começa então a partir daí as aventuras de Sora, Donald e Pateta pelos diferentes mundos que compõem o universo de Kingdom Hearts. 

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Adaptado aos quadrinhos pelas mãos do artista, Shiro Amano (cujo currículo consiste basicamente de trabalhados adaptando games de Kingdom Hearts para mangás), o mangá de quatro volumes foi publicado em 2003, na revista mensal Monthly Shōnen Gangan, da Square-Enix.

A edição nacional da editora Abril é mensal e cada exemplar tem em média 148 páginas, e o formato é de 15,5 x 21 cm, o miolo segue o padrão de cores preto e branco, porém, o papel deixa um pouco a desejar por ser mais fino se comparado a de outros mangás publicados no Brasil, o que deve ser levado em conta, devido ao preço de R$ 12,00 cobrado pela editora. 

 

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Todavia, sendo você um grande fã dos personagens da Disney, e da franquia de games de Kingdom Hearts, bem como dos games de Final Fantasy, assinados por Tetsuya Nomura – o meu caso –, a diversão de cada virar de página é garantida, não só pelos fatores anteriormente citados, mas também pelo talento do artista Shiro Amano em transportar tão bem, o conceito visto nos videogames para a narrativa dos quadrinhos.  

Agradecimentos especiais ao amigo Quiof Thrul, por ter colaborado com informações importantes para elaboração deste texto. 

 

— Pedro é formado em jornalismo, mas nunca chegou perto de trabalhar na área, pois não gosta de sofrer com pressão e prazos apertados. Também não é muito fã de escrever, na verdade, acredita que não tem o mínimo talento para tal. Mas com o apoio dos amigos e de seus raros momentos de confiança, ele expõe no site um pouco do que pensa sobre: quadrinhos japoneses, games e cinema.