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Com ascendência libanesa, Gazy Andraus nasceu em 1967 em Ituiutaba, MG (mesma cidade de seu irmão das artes, Edgar Franco!) e desde os 7 anos vive envolvido com as histórias em quadrinhos. É professor licenciado em educação Artística pela FAAP. Sua dissertação no Mestrado de Artes Visuais, do Instituto de Artes da UNESP (1999), abordou as HQ autorais de temática filosófica, traçando um paralelo entre suas mensagens intuídas com a Física Quântica. Já em seu doutorado realizado na área das ciências da Comunicação pela ECA – USP (2006) com a tese “As Histórias em Quadrinhos como informação imagética integrada ao ensino universitário” (e premiada como melhor tese de 2006 pelo HQMIX) desvendou a questão das imagens desenhadas nas HQ serem absorvidas pelo hemisfério cerebral direito (intuitivo e criativo) mais que pelo esquerdo (racional e linear), e por isso serem os quadrinhos (como as artes) preponderantes e necessários à educação do ser humano, para uma integração e desenvolvimento sistêmico da inteligência, e não estritamente racional como tem sido na educação tradicional. Em 1997, no Líbano, expôs e realizou uma palestra na “Academie Libanaise de Beaux-Arts”, além de ter entrevistado autores de HQ e caricaturistas daquele país, resultando num artigo apresentado no congresso do Intercom. Aliás, tem participações tendo organizado eventos como o “Seminário nanotecnologia e(m) Histórias em Quadrinhos” (realização de 2009 do Observatório de Pesquisa em Histórias em Quadrinhos da USP e FUNDACENTRO) e foi curador do “Programa de Formação em Histórias em Quadrinhos e Fanzines (HQ e Zine)” em comemoração aos 5 anos do CCJ-Ruth Cardoso, em 2011, bem como vem apresentando artigos em congressos nacionais e internacionais, como na “Viñetas Serias” na Argentina e as “Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos no Brasil” pela USP. Coordenou e lecionou no curso de pós-graduação em Docência no Ensino Superior da FIG-UNIMESP, utilizando HQ e fanzines como parte integrante de sua didática, além de lecionar as disciplinas “História em Quadrinhos” na Licenciatura em Educação Artística e de ter criado a disciplina “HQ e fanzine” para o curso de Tecnólogo em Design Gráfico, na FIG-UNIMESP onde leciona. Também publica textos acerca da HQ em livros, como "O Trabalho com histórias em quadrinhos no ensino universitário" no livro “História em Quadrinhos e Educação: formação e prática docente” (organizado por Elydio dos Santos Neto e Marta Regina Paulo da Silva pela editora Metodista, 2011), e com Elydio, o artigo “Dos zines aos Biograficzines: compartilhar narrativas de vida e formação com imagens, criatividade e autoria” no livro “Fanzines: autoria, subjetividade e invenção de si!” (organizado por Cellina Muniz, Edições UFC, 2010). Desde 1987 produz HQ fantástico-filosóficas (poéticas) que publica em seus próprios fanzines como “Homo Eternus”, “Convergência”, “Extensões”, ou em colaborações como nos extintos “Barata” de Santos e “Mandala” da Marca de Fantasia ou os estrangeiros “Vôo da águia” (Portugal) e “La Bouche du Monde” (França), além de outros, como nos ainda atuantes “Tchê” editado por Denílson dos Reis e “Quadritos” de Marcos Freitas, bem como “Toka di rato” de Matheus Moura. É membro dos Grupos de Pesquisa Observatório de HQ (USP) e Interculturalidade e Poéticas da Fronteira (UFU), e INTERESPE (PUC), bem como ministra cursos, workshops e palestras explicando a importância da leitura das HQ e dos Fanzines para ampliação da inteligência sistêmico-criativa humana.

Bom, depois desta "breve" apresentação, vocês já podem ter uma ideia da importância de alguém como o prof. Gazy para o universo das HQs no Brasil. Tive a oportunidade de conhecê-lo em um dos eventos da Gibiteca de Santos em o que foi uma verdadeira aula sobre quadrinhos brasileiros.

Compartilho aqui a entrevista feita com ele e espero que aproveitem um pouco do vasto conhecimento de um verdadeiro ícone dos HQs e Fanzines do país:
 

*O que seriam exatamente HQs filosóficas? Você acredita que este tipo de HQ possa desempenhar um papel importante na formação do senso crítico de seus leitores?

São HQs também conhecidas como poéticas (geralmente curtas), que levam o leitor a não só devanear com as artes (a parte poética), mas também a refletir a existência (a parte filosófica). Sim, podem auxiliar no senso crítico, pois funcionam como frases-questões, frases de reflexão, mas em vez de escritas, são quadrinizadas, então, como frases curtas, pensamentos, aforismos (como lembram os de Edgar Franco)! Quanto mais elípticas, mais próximas de hai-kais ou de koans (frases-enigmas sem respostas racionais dadas pelos monges budistas a seus alunos zen de modo a que suas mentes transcendessem a lógica racional). Tais frases (ou HQs curtas) funcionam como questões indecifráveis ao nível racional, mas que pedem uma abertura para além; portanto, a poética, a filosofia, agem colaborando na expansão da mente que faz brotar unida à intuição, a criatividade, solapando a limitante racionalidade fragmentária.

*É possível encontrar questões filosóficas em HQs mais comerciais? Poderia citar alguns exemplos?

Sim, pois o ser humano, quando se dá um tempo de refletir na sua existência na Terra, produz filosofia em quaisquer de suas obras. Exemplifico com Horácio, de Mauricio de Sousa: suas HQs – únicas autorais realmente que Maurício criava e elaborava, são contrapartes de questionamentos filosófico-existenciais do autor. Cito duas que me lembro: numa delas o dinossauro-mirim que ambiguamente é um tiranossauro herbívoro (aqui se mostra mais ainda a autoralidade do Mauricio, em colocar um paradoxo nesse item) se depara com um cubo que lhe ordena que seja adorado e seguido por ele, como a uma divindade. Ao que Horácio retruca que se tal cubo se posiciona como Deus, reside um paradoxo ao justamente exigir que outros o sigam, sendo arrogante; pois um deus não deveria ser tirânico…assim, a mensagem ao final das duas páginas dessa HQ, é que Horácio vai seguir apenas a seu deus interno, e quando afirma isso, o cubo começa a rachar (cubo tem ângulos e arestas, portanto, simboliza também a mente racional, quase que exclusivamente, o que denota o engodo e autoengodo da entidade, por se achar “superior”, lhe faltando os “arredondamentos”, a essência do criativo, denotando-se insuficiente e, portanto, parcial: não um deus, mas algo que é fragmentário e que se desvanece ao tomar consciência de tal, via diálogo com Horácio). Noutra HQ, Horácio dialoga com a lua, que vai se demonstrando em suas quatro fases lunares, percebendo-se instável. Com isso lhe pergunta se o dinossauro também a acha assim, ao que ele retruca, olhando para o leitor, que ela, a lua, não seria mais instável que “nós”. A cumplicidade aqui, é que Horácio se revela como o próprio Maurício, que é um ser humano falível, compartilhando ao leitor no mesmo instante da constatação, no último quadrinho da HQ de apenas uma página, seu semblante ao aparecer desenhado com seu rosto no formato de uma meia lua! Assim, duas HQs aparentemente simples, mas que guardam um conteúdo filosófico-existencial!

Nas HQs de super-heróis tenho muitos exemplos, porém, em sua maioria nos quadrinhos mais antigos, de décadas passadas, já que nas HQs mais atuais, acho-as violentas e um tanto aéticas no que concerne ao comportamento do super-herói (diferindo-se um tanto no que se refere à visão de Joseph Campbell e o mito do herói). Mas destaco uma HQ que gosto muito: ”Combate no reino Eterno” (leia minha análise dela aqui http://classichqs.blogspot.com.br/) em que o Surfista Prateado trava uma luta contra Thor, porém, havendo antes toda uma dialética no diálogo, em que os protagonistas sendo heróis, são lidos com suas características e nobrezas e seu caráter ilibado. O próprio Odin (como personifica quase um deus), com sua onisciência, aponta que ambos reconhecerão as razões de tal batalha antes mesmo dela tomar proporções piores, e assim, avisa (indiretamente ao leitor), que deixará o curso seguir, não influenciando na luta, já que ela é fruto de intrigas de outrem (Loki). E, por fim, mais atualmente, Watchmen de Alan Moore, que traz em muitos momentos indagações filosóficas, principalmente referentes ao Dr. Manhattan – o homem quântico – que em determinado momento da HQ, vai pra Marte refletir sobre a existência e tentar descobrir quem “faz o mundo”. No Brasil, além das HQ poéticas e/ou filosóficas de alguns autores, destaco Edgar Franco com seus Artlectos e Pós-humanos: HQs curtas que põem em xeque a reflexão na vida atual e futura do homem, cujo ego quer viver após a matéria, criando aberrações tecnológicas para realizar a seu contento seus sonhos e desejos, muitas vezes prejudiciais a si e ao mundo. Tal discussão ganha mais peso ainda no álbum desenhado por Mozart Couto, em que Franco expõe a pós-humanidade numa complexa saga chamada BioCiberDrama.

*Você trabalha bastante a questão da espiritualidade em seus desenhos, principalmente no que se refere às filosofias orientais.  Sente alguma dificuldade em relação a aceitação desses temas  por parte dos leitores? Que tipo de retorno você costuma receber?
A dificuldade em aceitarem este tipo de HQs é porque não gostam de poesias e/ou hai-kais. Não aprendendo a apreciá-las, isso se reflete ao lerem HQs desse estilo, cuja estrutura é similar. Nas poesias e nas HQs poéticas, os escritos e os quadrinhos são elípticos, condensados em sua estrutura e pedem uma mente que interaja mais intuitivamente que racionalmente. NasHQs padronizadas tal linearidade causa prazer na leitura, que é mais longa. Nas que faço (como E. Franco, Henry Jaepelt, A. Amaral e outros), essa “condensação” se assemelha às poesias e hai-kais, só que em vez de somente escritos, em forma de narrativa sequencial de HQs condensadas, estas pedem a mente não-linear, criativa, intuitiva (hemisfério direito do cérebro) mais que a outra, racional, linear (esquerdo). Então, os leitores, por não estarem acostumados com tais narrativas, obviamente não gostam muito de meus trabalhos, inclusive porque realizo os desenhos também em traços meio “nervosos”, fluindo-os rapidamente de acordo com minhas ideias geradas sob a audição musical, e direto à tinta.
*Em sua opinião, por que algumas histórias como as do Thor, por exemplo, trazem menos conceitos e conflitos psicológicos do que costumavam há 20 anos?

Você se refere à uma comparação que fiz de revistas mais antigas com uma do Thor e Homem de Ferro que li há um ano, e em que nela vi um roteiro bem escrito mas sem profundidade, e comparei às HQs que eu lia antes, e que sentia mais “alma” nelas. Penso que as gerações de jovens atuais são extremamente inteligentes e rápidos. Porém, sem uma base ética e moral, estão se perdendo nos labirintos da superficialidade: há muitas coisas e tecnologias para se dedicarem, e acabam não se aprofundando em nada, embora tragam artes bem trabalhadas: mais ou menos como o cinema atual, com profusão tecnológica de efeitos especiais, mas conteúdo pífio, muitas das vezes. É isso que está acontecendo, sob minha ótica, não só na produção de HQs, como na de todo o resto da cultura humana.

*Qual é o papel dos Fanzines na divulgação de trabalhos autorais como os seus?

Os fanzines salvaram (e salvam) a humanidade! Salvam porque nos permitem concebermos idéias e compartilhá-las, ao sermos autores e nos autoeditarmos sem precisarmos de um aval ou de uma editora…a maioria de nós, se formos esperar isso, morreríamos e jamais compartilharíamos nossas idéias com outrem! E salvaram porque nas décadas passadas, HQs brasileiras não tinham como serem escoadas, que não fossem via fanzines. A HQ fantástico-filosófica (ou poética), por exemplo, não teria existido no Brasil, não fosse a possibilidade libertária dos zines (aliás, acerca desse estilo de HQ, sugiro ler esse texto: http://quadrinhospoeticofilosoficos.blogspot.com.br/2013/01/blog-post.html

*Você percebe uma unidade em relação ao pensamento de outros ‘fanzineiros”?  Consegue notar um ponto em comum entre tantos fanzines produzidos?

O ponto em comum é a liberdade de produção e troca de fanzines, com uma fraternidade consensual e comunitária mundial, que não vejo em nenhuma outra mídia! Como exemplo: o “QI” de Edgard Guimarães, que atualmente só é vendido por assinatura de 25 reais por ano, para 6 exemplares; O autor e editor é professor no ITA e nem precisaria fazer esse fanzine (que já está no no. 125). Mas o faz com prazer, e a cada número, não se contenta em elaborar o exemplar, como também alguns cadernos juntos e “brindes”, mas tudo com informações e pesquisas como o anexo sobre FC nas HQs brasileiras que acompanhou o último QI que acabo de receber (ele não tem lucro, pois só o correio e o volume mais as impressões teriam um valor superior aos pouco mais de 4 reais que se paga por edição – afora o trabalho dele de elaborar, imprimir, montar e despachar as edições). Me pergunto: qual a razão de ele fazer isso, já que a verba de cada assinante é só para pagar os custos? Porque ele ama a liberdade de produzir arte, de pesquisar e de compartilhar o objeto de seu apreço, que são os quadrinhos e afins! Ele, assim como a maioria dos autores alternativos e fanzineiros, resgata o que as sociedades encerraram em padrões comerciais controladores e limitantes. O fanzine resgata isso (e de certa forma, as redes sociais da Internet propiciam o mesmo que os fanzines propiciavam)! Afora a amizade e cumplicidade na manutenção dessa arte, que perpassa por Edgard, eu, e todos os outros, por já quase três décadas!

*Onde podemos conferir um pouco do seu trabalho, além do blog?

O blog principal (http://tesegazy.blogspot.com.br/) tem links para mais 3 blogs: um deles é de questões sociais (consciências e sociedades: http://conscienciasesociedades.blogspot.com/) e que de vez em quando faço paralelos com HQs para relativizar minhas discussões ou reclamações lá em pauta, que são estritamente de aspectos sociais e políticos. Os outros dois são sobre HQs, porém um deles( projeto HQmente) está parado, que foi produzido durante a tese de doutorado, e que tive de migrar já por duas vezes devido ao fechamento de sites anteriores que deixaram de ser gratuitos (http://hqmente.hostzi.com/index.htm). O último, o alimento vez ou outra com artigos que eu gostaria de partilhar, mostrando, por exemplo, o valor de HQs mais antigas tanto no roteiro e arte (que trazem senso ético e moral universais), como a análise que mencionei da HQ “Combate no Reino Eterno” (http://classichqs.blogspot.com.br/). Além disso, participo com textos autobiográficos de minha relação com quadrinhos e zines no site do IBAC – Instituto Brasileiro de Arte e Cultura (http://www.ibacbr.com.br/?dir=artigos&pag=013). Mas minhas HQs podem ser encontradas espalhadas em algum ou outro fanzine, principalmente o Toka Di Rato (de Matheus Moura) e o Gibiozine (produção de Hylio Laganá, professor de Biologia da UFSCAR que me publica junto de HQs dele, de Edgar Franco e de seus alunos de licenciatura do curso de Biologia da UFSCAR (http://www.ufscar.br/fotografia/gibiobanca.php). No meu facebook há algumas artes minhas, e no mínimo, uma vez por ano, produzo um fanzine com minhas HQs fantástico-filosóficas. Mas estou com a produção diminuída e espero voltar mais. Há também o livro de meu querido amigo Elydio dos Santos Neto “Os quadrinhos poético-filosóficos de Gazy Andraus: 25 anos de quadrinhos e fanzinato”, que pode ser adquirido via editora alternativa Marca de fantasia, no qual traz, além das análises de Elydio sobre minhas obras, algumas HQs minhas, como a “Hurizen”, baseada intuitivamente na personagem criada por William Blake (http://marcadefantasia.com/livros/quadrinhospoeticos/gazy-elydio/gazy-elydio.htm). Aliás, Henrique Magalhães, criador da Marca de Fantasia, foi o único editor quem publicou uma revista em quadrinhos no Brasil exclusivamente dedicada às HQs poéticas, e da qual eu participei: a Mandala (inicialmente Tyli-Tyli, em homenagem à personagem de Calazans), e que ainda dispõe de alguns números à venda em sua editora (http://marcadefantasia.com/revistas/revistas.htm ).

*Entre os fanzines que conhece, você tem seus favoritos? Quais são e por que?

Gosto dos atuais do Flávio Grão, por sua arte nos desenhos e temática criativa, e dos zines QI pela manutenção do espírito zineiro e muita informação tanto de HQs como de zines, e outros como “Tchê” e “Quadritos” (dos quais ainda participo vez ou outra). E, obviamente, dos lançados pela editora Marca de fantasia, que traz também livros e álbuns independentes, sendo que a própria editora mantém o espírito zineiro, já que os livros são quase manufaturados pelo Magalhães. É bom lembrar do anuário de Fanzines, realizado pelo Ugrapress, que já está no terceiro número, trazendo um panorama geral anual da produção de zines no Brasil (http://ugrapress.wordpress.com/).

*Como vê a produção de fanzines hoje? Mesmo com a internet, ainda há bastante gente seguindo o processo artesanal de confecção?

Sim, eles estão recrudescendo, assim como o toca-discos nunca cessou e no Brasil está voltando (mas os LPs ainda estão bem caros). Creio que fazer fanzines é por a mão na massa e sentir o potencial de cada mente se mexendo e tesourando, cortando, montando e colando…isso faz bem à mente/corpo, pois envolve os movimentos, as idéias e a criatividade na montagem. Creio que a confecção artesanal se justifica por isso que eu disse, e algo mais, que ainda estou tentando decifrar. Para reforçar essa produção zineira atual, acontece a Fanzinada (coordenada pela Thina Curtis, “Dona Fanzine”), que junta duas a três vezes por ano um pessoal lançando seus fanzines (o mais recente será agora no dia 2 de março de 2014, numa edição especial em que o foco serão os fanzines produzidos só por mulheres – lembrando que lá geralmente os autores trazem seus zines, os expõem e os vendem (://www.casadasrosas.org.br/agenda/fanzinada-da-mulherada).

*Em relação as suas pesquisas, quais são seus projetos para o futuro?

Preciso fazer alguns livros pendentes, principalmente sobre as HQs autorais (para a Marca de Fantasia) e outros parados (sendo alguns em grupo). Com Edgar Franco, estamos planejando uma edição em quadrinhos interessante, que prefiro não revelar por ora. Além disso, estou buscando realizar uma pesquisa mais meticulosa com relação aos fanzines e estes como objetos-revistas de arte e autoralidade, como um projeto de pós-doutorado. Igualmente, quero voltar a realizar mais HQs poético fantástico-filosóficas e manter a elaboração de, pelo menos, um fanzine por ano. Isso tudo, é bom lembrar, entremeado às aulas que ministro na faculdade e cursos, essenciais para eu poder comungar a importância da arte dos quadrinhos poéticos e dos fanzines com o alunado universitário!

Imagens citadas:

 

 

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— Dani Marino é formada em Letras e ainda não decidiu se prefere viver no Sonhar, em Nárnia ou em Hogwarts.