Os preparativos para a ida a 19º edição do Fest Comix tinham começado de forma incrível, afinal tinha a possibilidade de finalmente conhecer pessoalmente um grande amigo, o Felipe Frohlich, reencontrar Lillo Parra, quadrado que estaria lançando o seu segundo livro pela Editora Nemo, bater um papo com o também quadrado Guido, rever o amigo Flavio Luiz, o fantástico desenhista Will e uma infinidade de coisas só possíveis em um evento de quadrinhos.

Cheguei em Sampa numa quinta-feira (18-10-2012) e fui recepcionado pelo Lillo e sua bela esposa Cátia, que também me hospedaram em sua casa. Enquanto eles trabalhavam eu conhecia mais da cidade, que só havia visitado uma vez em 2010. Fui ao Museu da Língua Portuguesa, a Pinacoteca, Museu de Arte Sacra e ao MASP, tudo isso na mesma tarde em que liguei para o Flavio Luiz e me ciceroneou, levando-me na Comix (a loja), Limited Edition (loja de Action Figures), na Cultura Nerd, tudo isso sem contar um belo tempo em sua casa, onde pude finalmente ver os originais do seu próximo álbum, Aú, O Capoeirista #2, com a sensacional página onde apareço tocando pandeiro numa roda de capoeira, lembrando o meu tempo de capoeirista pela cidade de Salvador. Ainda na casa do Flavio, fiquei conhecendo sua estante de quadrinhos, carinhosamente apelidade por ele de "Pequena Notável".

O dia se aproximava do fim e nos despedimos com a promessa de nos encontrarmos no dia seguinte logo às 9hs quando abriria o evento.

Encontrei o Lillo e retornamos a sua casa, lá vários papos sobre quadrinhos e os projetos futuros desse grande roteirista vai agradar muita gente, vale a pena esperar, vocês vão ver!

Já no dia seguinte, a expectativa com o evento crescia a medida que me aproximava do local onde seria realizado essa 19° edição do Fest Comix. Às 9hs já me encontrava na fila. O evento atrasou e só abriu suas portas às 11hs30min e somente depois disso, lembrei que poderia entrar como Imprensa, gastei R$ 10,00 a toa.

A primeira frustação do dia, o amigo Felipe Frohlich, que já se encontrava na cidade não poderia comparecer ao evento naquela sexta, deixando o aguardado encontro para o dia seguinte. No evento em si, às compras dos gibis em promoção foi o que de fato atraiu o público, que relativamente lotou o local, mas nem metade do que iria acontecer no dia seguinte.

Então a sexta foi propriamente para conhecer o lugar, rever os amigos do Quarto Mundo, conhecer pessoalmente o jornalista Jota Silvestre, Heitor Pitombo, o amigo do grupo no facebook Colecionadores de Quadrinhos, André Ornelas e bater papo. Restava voltar para casa e descansar, afinal o sábado prometia um evento lotado e com grandes atrações, como o lançamento de A Tempestade (Nemo) por Lillo Parra e Jefferson Costa, Astronauta de Danilo Beyruth, o livro Meu Tex com a presença do Fabio Civitelli, Zagor Gingante #2 de Moreno Burattini, sem contar que no final da tarde teria Gibiteria com o Dossiê HQ entrevistando Wellington Srbek editor da Nemo.

Para não dizer que o primeiro dia passou batido, os olhos dos colecionadores de quadrinhos foi agraciado pela visão abaixo:

Sábado:

O dia começou com uma visita a matriarca da família Parra. Conheci a mãe do Lillo, sua irmã e a afilhada e uma manhã especial que nos preparou para as emoções da tarde. Às 14hs Lillo Parra e Jefferson Costa estavam autografando o novo volume da Coleção Shakespeare: A Tempestade, como falamos acima. A publicação, muito bem feita, em breve terá resenha aqui no Quadro a Quadro, e prometemos não pegar leve!

E esse dia teve outras emoções em especial, finalmente conheci pessoalmente o amigo Felipe Frohlich.

A amizade com o Felipe se iniciou há 8 anos, através do fórum do Portal Texbr, onde lá ao dividimos nossas paixões pelos amados personagens de papel como Tex, Mágico Vento, Ken Parker, Julia e até Cavaleiros do Zodíaco entre outros, não tardou a compartilharmos emoções da vida, as alegres e tristes também… Através da internet nos apoiamos e uma verdadeira amizade nasceu.

De lá para cá o Felipe se casou, tornou-se pai, e o desejo de finalmente realizarmos esse encontro só aumenta, sendo realizado agora através desse evento. Nossos heróis de papel proporcionaram isso, e como diria o Tex, personagem preferido do Felipe, "Só as montanhas não se encontram".

Com o Felipe conheci toda a turma, porquem também nutro uma amizade forte, do fórum Texbr, e conversei com os amigos Nilson Farinha, Filipe Chamy, José Ricardo, Wilson Sacramento, G. G. Carsan, e outros, do qual já peço perdão por esquecer de citar.

Tudo isso para encontrarmos o desenhista texiano Fabio Civitelli, o fantástico desenhista de Mister No, Roberto Diso e o escritor zagoriano Moreno Buratini. Três pessoas simples, simpáticas, alegres, que atenderam aos pedidos de todos os fãs que passaram pelo stand da Mythos Editora.

Aqui, cumpro minha de postar o desenho que o Civitelli realizou na primeira página do meu exemplar do "Meu Tex". Devido a difivuldade em escanear e para não estragar o livro, fotografei a ilustração. Confiram:

Viu, Filipe Chamy, eu falei que era tão bonito ou mais que o seu… 😉

Presenteei os autores italianos com a minha HQ Silêncio e o novo livro da Turma do Xaxado, que editei junto ao Mestre Cedraz.

Com o Guido, entrei no stand da Comix para ele realizar as compras dele, e ficamos numa fila gigantesca por mais de uma hora. Matamos a saudade, afinal a última vez que nos vimos foi no Rio, na comicon em 2010 e programamos mais coisas para o QaQ. Almoçamos, conversamos sobre quadrinhos e esta também foi uma parte especial do dia.

Quanto ao evento, a maior crítica ficou por parte da organização. Com a fila enorme, tanto para entrar como para pagar as compras, várias pessoas ainda estavam na fila de pagamento na hora dos lançamentos. A fila do Danilo Beyruth para autografar o seu Astronauta, o tempo inteiro era pequena, o mesmo aconteceu com os lançamentos da Nemo, A Tempestade e Força Animal, e com o interncional Jamie Delano. Quando finalmente as pessoas conseguiam pagar suas compras, a sessão de autografos já tinha terminado.

Se não houver uma melhora por parte da organização, o Fest Comix será um grande evento para os colecionadores comprarem quadrinhos e não para haver uma troca entre o fã e o artista.

A parte mais difícil mesmo foi se despedir da turma, mas fica a promessa que no próximo evento que houver, ficaremos mais tempo juntos.

A noite se aproximava, e eu e o Lillo caminhamos para a Gibiteria, a loja do super simpático e mega conhecedor de quadrinhos Octavio, para mais uma edição do Dossiê HQ. O bate papo teve mediação de Lillo Parra e o entrevistado foi Wellington Srbek, com um público pequeno (o Brasil parou para assistir o último capítulo de Avenida Brasil), porém fiel, o evento correu tranquilo, com Srbek contando um pouco da sua experiência profissional e falando do seu trabalho na Nemo, além das novidades. Para os fãs do material que a editora tem publicado, fiquem atento, vem muita coisa boa por aí.

Domingo:

Último dia do Fest Comix eu e o Lillo resolvemos fazer nesse dia as compras pra valer. Então o domingo tinha a promessa de ser rápido. Comprar, pegar o autografo do Civitelli, voltar para casa, arrumar as coisas, afinal eu estaria de volta na terça e dormir para descansar.

Com a companhia da sua adorável esposa, chegamos ao evento logo cedo, corremos para o stand da comix e começamos a pegar tudo aquilo que queríamos. A compra foi rápida e logo já estávamos no stand da Mythos Editora conversando com o Fabio Civitelli que, como já disse acima, carinhosamente nos recebeu e autografou nossos livros. Esse momento foi captado pelas lentes da Cátia, que nos brindou com ótimas fotos.

O saldo do evento, devido a tantos encontros prazerosos, foi positivo, a única crítica ficou por parte da organização, que numa próxima edição poderá pensar numa melhora.

Com isso, nos despedimos dos amigos, e saímos do Fest Comix realizados.

A minha volta a Salvador – BA aconteceu dois dias depois, e no peito a certeza de voltar em breve para rever os amigos. A Cátia e ao Lillo, ficam os meus mais profundos agradecimentos. A foto abaixo foi a última que fiz deles, ainda assim, não é um adeus, mas um até logo, amigos.

Para ver mais fotos do Fest Comix, acesse nossa página no facebook.

— Lucas Pimenta queria ser Martin Mystère. Não queria uma pistola de raios e sim a capacidade de enrolar uma noiva da mesma maneira...