O veterano quadrinista e ilustrador Lee Judá Ames, que se encontrava em uma casa de repouso em Huntington, Nova Iorque, morreu na semana passada, aos 90 anos de idade. A causa da morte foi insuficiência  cardíaca congestiva.

Lee J. Ames nasceu em Manhattan, Nova Iorque em 08 de janeiro de 1921. Seu primeiro trabalho com ilustração foi para os estúdios de arte local, enquanto ainda estava no colegial. Aos 18 anos ganhou um concurso que a Disney realizou em busca de novos artistas e mudou-se para Los Angeles onde teve uma pequena participação nas animações Fantasia e Pinóquio.

Retornou a Nova Iorque e começou a trabalhar com quadrinhos para Bernad Baily (desenhista de "The Spectre" da DC e outros personagens) e diversas editoras como Archie, EC Comics e Harvey. Lee foi um dos principais artistas da série Classics Illustrated nos anos cinquenta.

Ficou famoso pelos livros chamados "Draw 50". Uma série de 25 volumes na linha de "aprenda a desenhar" com obras como "Desenhar cinquenta pessoas", "Desenhar cinquenta veículos", "Desenhar cinquenta dinossauros e outros animais pré-históricos", "Desenhar cinquenta animais", "Desenhar cinquenta aviões, aeronaves e naves espaciais" entre outros.

Sua produção nas últimas décadas foi voltada para esse tipo de livro e ao ensino da arte de desenhar, além de ser sempre convidado para ministrar palestras sobre seus trabalhos.

Além de animações, quadrinhos e obras teóricas, Lee J. Ames ilustrou diversos livros de autores como Isaac Asimov.

Ames era casado com Jocelyn – com quem produziu um livro – por mais de 50 anos. Eles tiveram um filho e uma filha.

— Lucas Pimenta queria ser Martin Mystère. Não queria uma pistola de raios e sim a capacidade de enrolar uma noiva da mesma maneira...