Inauguramos aqui uma nova seção no Quadro a Quadro. São as dicas de leituras dos Quadrados. Aqui os colaboradores do blog indicam suas últimas leituras de quadrinhos e as classificam em três categorias que dispensam maiores explicações: QaQ Recomenda, Para dar uma olhada e Para passar longe. O texto é livre, eclético e reflete de uma forma sincera a opinião pessoal de cada um. Tanto que no futuro a mesma HQ pode estar em mais de uma categoria, caso cada Quadrado tenha uma opinião diferente sobre ela. Neste post de estreia, participaram Adalton, "O" Dan, Lillo, Marcello, Luciana e Portilho.

Mas chega de conversa e vamos às leituras.

QaQ Recomenda:

A Balada de Johnny Furacão – Sama (Editora Flâneur) Veja por quê aqui. (Lillo)

Auto da Barca do Inferno – Laudo Ferreira e Omar Vinole (Editora Peirópolis) Veja por quê aqui. (Lillo)

Black Kiss (Devir) – Quem conhece Howard Chaykin somente pelos seus trabalhos mais recentes, como o Justiceiro de bracinhos curtos, não imagina que se trata de um dos grandes nomes dos quadrinhos contemporâneos. E em Black Kiss Chaykin está em seu auge, tanto na belíssima arte em preto e branco quanto no roteiro, recheado de sexo, violência e uma boa dose de absurdo. Disponível em capa dura e cartonada. A indicação é pela cartonada, pois a capa dura não acrescenta em nada ao conteúdo da obra, que é o que importa. (Marcello)

Frango com Ameixas – Marjane Satrapi (Cia das Letras) – conta a história do tio dela, e como ele morreu 8 dias após decidir que ia morrer. Vale pelas reflexões sobre a vida, o amor, a família e como as escolhas que fazemos nos levam para determinados caminhos. (Luciana)

Morro da Favela – André Diniz e Maurício Hora (Editora Leya\Barba Negra). Veja por quê aqui. (Lillo)

Nanquim descartavel #4 (HQ em Foco), muito boa, uma jornada pelas memórias de uma relação terminada. A arte variada dá um identidade própria a cada capitulo, principalmente a arte do Mario Cau. ("O" Dan)

Novos X-Men: Rebelião no Instituto Xavier (Panini) – O arco de histórias do Morrison nos X-Men foi uma das últimas coisas que li dos mutantes. Na época não me empolguei muito, talvez pelo mix da revista mensal que não era grande coisa, mas lendo o encadernado (que, ao lado das edições anteriores, merecia capa dura) mais calmamente, deu para ter uma noção melhor do que foi aquela fase: transformação inteligente dos mutantes, deixando para trás as "novelinhas" do Claremont (que funcionaram bem por muito tempo) e trazendo novo fôlego e maturidade para os Filhos do Átomo. Altamente recomendado! (Portilho)
 
Quando Eu Cresci – Pierre Paquet e Tony Sandoval (Editora Saraiva/Agaquê) Veja por quê aqui. (Lillo)

Três Sombras – Como o dia dos pais está próximo, Três Sombras é uma leitura mais do que recomendada por trazer uma belíssima história sobre pais e filhos. E a arte de Cyril Pedrosa é um conjunto de deslumbramentos. (Adalton)

Para dar uma olhada:

Hellblazer: Pandemônio – Jamie Delano e Jock (Panini)- 25 anos depois de consagrar a criação do Alan Moore, Jamie Delano leva John Constantine para os horrores da guerra no Iraque. Não é a melhor coisa do Constantine mas vale a pena matar da saudades do Delano como roteirista. (Adalton)

Mônica 500 (Panini) – Vale pela segunda história. Apesar da comemoração ser da Mônica, o protagonista é o Cebolinha e tem como vilão o… Xaveco. Divertido, mas deixa o leitor boiando se não tiver um bom conhecimento sobre a história da Turma da Mônica. Ajuda muito (no meu caso ajudou) uma leitura no dossiê Maurício de Sousa que foi publicado na revista Mundo dos Super-Heróis n.o 27, lançada no mês passado. (Marcello)

Universo Marvel 15 (Panini) – Terra das Sombras e Thunderbolts – A chamada de capa é da nova saga do Demolidor, Terra das Sombras. O roteirista Andy Diggle não tem a mesma pegada dos seus antecessores, Brian Bendis e Ed Brubaker, mas mesmo assim conduz razoavelmente bem as histórias do Demolidor. Desenham o pessimo Billy Tan e o otimo Roberto de la Torre. Nos Thunderbolts, Luke Cage assume a liderança e reforma o grupo após o Reinado Sombrio de Norman Osborn. Roteiro mediano, o suficiente apenas para você ficar pensando em que roubada o Cage se meteu, mas os desenhos de Kev Walker (até aqui desenhista que eu nunca tinha ouvido falar) são espetaculares. A edição traz também histórias do Hulk e do Quarteto Fantástico, às quais eu passei direto. A primeira por pura falta de interesse e a segunda por estar com a leitura do título atrasada. (Marcello)

Vigor Mortis Comics. (Zarabatana) Ainda não sei o que dizer sobre essa revista, so que é boa mas não tão boa a ponto de valer R$ 30,00. ("O" Dan)

X-Men – Segundo Advento (X-Men 114, 115 e X-Men Extra 114 – Panini)  – Sou um ex-leitor assíduo dos X-Men que atualmente acompanha sagas esparsas. A última foi Complexo de Messias e agora volto aos mutantes para acompanhar o Segundo Advento. Ação, bons desenhistas, drama e mortes gratuitas de personagens. Ainda não tenho certeza do caminho que a história vai seguir e nem me ficaram muito claras as motivações dos atores da trama, mas os x-fãs podem conferir sem muito medo de se decepcionarem. Aviso: a saga continua nos meses seguintes. (Marcello)

 
 
 
Para passar longe:
 
A Divina Comédia – Seymor Chwast (Quadrinhos na Cia) – Este os intelectuais me crucificarão, mas achei uma porcaria. (Lillo).
 
Coleção DC 75 anos – (Panini) Quando estava em visita à Comix no mês passado, não resisti à promoção e levei logo os 4 números dessa coleção. Se arrependimento matasse… Uma compilação sem pé nem cabeça, onde, claro, tem coisa boa, mas a grande maioria são histórias jogadas sem qualquer regularidade ou ligação. Especialmente os 3 últimos números, são péssimos! Você se depara com histórias esparsas sem pé nem cabeça, já que, como entender o fim de uma saga que não leu nem o meio nem o início?!?! Depois que fui ler a apresentação e fiquei sabendo que quem escolheu o que seria publicada foram os internautas. Como assim? Para que serve o editor então!? Por essas e por outras, que se quiser comemorar os 75 anos da editora, vá a um sebo e procure Crise nas Infinitas Terras, Cavaleiro das Trevas, Batman Ano Um… e leia a história completa! Será muito menos irritante, e muito mais barato, garanto a você! (Portilho)
 
Garotas de Tóquio – Fréderic Boilet (Conrad) Chato. Traços feitos por cima de fotos pra dar um ar de arte, roteiro fraco e sem nexo. Só serve pra quem tem feitiche por japas, nada mais. (Luciana)
 
Marvel Terror 2 – Vários (Panini) Tá difícil eu elogiar um Marvel, só o Justiceiro conseguiu nos últimos meses. (Lillo)
 

 

 

 

 

 
— Não gosta de falar sobre si mesmo, mas a sua orelha queima quando estão falando dele.