O mês de agosto já se foi e Setembro aproxima-se da sua metade.

Enrolamos, mas enfim está aqui, para aqueles que gostam de acompanhar o que andamos lendo, mesmo que alguns se perguntem "como diabos eles lêem isso?".

Sem mais demora, vamos ao que interessa.

 

 ► Guido

 

 

 

QaQ Recomenda:

J. Edgar Hoover – Uma Biografia em HQ
Autor: Rick Geary
Editora: Seoman
 
Grande narrativa sobre a controversa história do homem que transformou o FBI em uma das maiores ferramentas do governo norte americano, combatendo o crime e as ameaças terroristas de forma dura e implacável. O premiado cartunista consegue ainda retratar toda o panorama histórico, relacionando Hoover aos 8 presidentes que o influenciaram e foram influenciados por ele, bem como os acontecimentos históricos do século XX. É um guia para entender a alma da nação norte americana e a história mundial, mas acima de tudo é uma história em quadrinhos muito bem contada. A capa não é muito atraente, mas a arte é competente e o roteiro é impecável. 
 

Cash – Uma biografia
Autor: Reinhard Kleist
Editora: 8Inverso
 
Outra grande biografia deste consagrado artista alemão. Conta a vida do ícone do Country Blues norte americano Johnny Cash, de uma forma envolvente e influenciante.
Para ler mais sobre a obra: http://quadro-a-quadro.blog.br/?p=17601
 

Bourbon Street – Os fantasmas de Cornelius
Autores: Philippe Charlot e Alexis Chabert
Editora: 8Inverso
 
Uma história cativante sobre uma banda de Jazz que tinha tudo para dar certo mas perdeu seu mais exímio artista, Cornelius. Amizade, amor e música são muito bem representados pela bela arte desta HQ, que ainda tem como personagem inconsciente o som único de Nova Orleans. Ao final da leitura, fica a tristeza pelo álbum ter acabado tão rápido…
 

A Sombra do Batman – Novos 52
Este mix começa bem, contando com bons roteiristas e desenhistas melhores ainda. Apesar das loucuras trazidas pelo reboot, algumas das histórias já começaram empolgantes e promissoras. O melhor início foi de Batwoman, seguido por Batwing, Red Hood and the Outlaws e Catwoman. Batman e Robin começa de forma mais comum, mas Batgirl com Bárbara Gordon começa ainda mais fraco do que com Stephanie Brown. Para ler mais: http://quadro-a-quadro.blog.br/?p=16987
 
Para dar uma olhada:
 

 

 

Batman – Novos 52
O mix começa com um pouco mais de suspense e fôlego do que antes do reboot. Vamos torcer para a fase boa durar e melhorar ainda mais. Para ler mais: http://quadro-a-quadro.blog.br/?p=16987
 

Lanterna Verde – Novos 52
Outro mix que teve poucas mudanças, devido a boa fase em que estava antes do reboot. Continua valendo a leitura. Para ler mais:  http://quadro-a-quadro.blog.br/?p=16950
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ► Edimário
 
 
 
 
 
 
QaQ recomenda

X-Men: A Era do Apocalispse – Edição Encadernada #01
 
Não considero uma das melhores fases dos X-Men, mas com certeza é um momento marcante dos heróis mutantes que tem os seus méritos. 
A Panini lança em encadernado todas as revistas da Saga onde somos apresentados a linha temporal em que o vilão mutante transforma o planeta em um grande campo de guerra e somente Magneto e os seus X-Men são a linha de frente contra o tirano Apocalipse. 
As minhas únicas ressalvas são na partilha dos encadernados (No Brasil serão lançados seis números, enquanto nos Estados Unidos foram quatro) e a falta de cuidado em relação a seleção da ordem das histórias (neste número, a ultima história se passa depois da saga ter terminado).
 

Cavaleiros do Zodiaco (Saint Seiya): The Lost Canvas – Gaiden #01
 
Depois do sucesso da série Lost Canvas, onde somos apresentados a ultima guerra entre os cavaleiros de Athena e Hades, a talentosíssima Shiori Teshirogi retorna ao universo da série para contar um pouco mais dos Cavaleiros de Ouro da época. No primeiro número, a origem de Albafica de Peixes. 
 

Peter Parker, The Spetacular Spider-Man #178-184
 
Essa é velha, mas tive o prazer de reler esse mês. Eu poderia listar aqui uma centena de boas histórias do nosso querido herói, entretanto, nenhuma delas me marcou tanto como esse arco compilado aqui no Brasil na edição Homem-Aranha Anual #05 da editora Abril.
 
Uma história sobre a infância e como ela influencia toda a nossa vida. Sobre traumas e sobre superação, dor, perdão e redenção. Com texto magistral de  J. M. Dematteis, que mesmo sem violência extrema, palavrões e cenas de sexo carrega um tom pesado e denso, acompanhado de sequências narrativas magistralmente elaboradas por Sal Buscema, confesso que se trata de uma obra que nunca esqueci. 

 

 

Para dar uma olhada
 

Edge #01
 
O universo Wildstorm integrado ao novo universo DC pode decepcionar de um lado ou agradar de outro. Nesta série da Panini temos as três primeiras histórias de três títulos: Stormwatch começa de uma forma morna e quase desinteressante, com uma roupagem nova para alguns personagens antigos e a inclusão (até o momento sem sentido) do Caçador de Marte na equipe. Já Bandoleiro e Voodoo empolgam (principalmente este ultimo), apesar de que ainda acho que os Wild C.A.T.S. poderiam ser um ótimo titulo entre os 52 iniciais.
 

The Amazing Spider-Man #555 a #557
 
Tá, eu sei, to bem atrasado no que cabe ao Homem-Aranha… mas antes tarde do que nunca e estou bastante empolgado com o aracnideo após "Um dia A Mais". Não sou a favor do que fizeram neste malfadado arco, mas o que veio depois é magistralmente bem construído pela equipe liderada por Dan Slott. 
Destaco agora o arco "Sometimes It Snows In April" escrito por Zeb Wells e com artes sempre bem-vindas de Chris Bachalo onde o amigão da vizinhança se vê frente a uma poderosa nevasca que antecede um deus maligno da mitologia Maia. Uma história simples e descompromissada, mas totalmente bem-vinda para quem gosta de quadrinhos.
 
Essas histórias foram publicadas no Brasil pela editora Panini em Homem Aranha 86 e 87.
 

Black Panther #39 a #41 (2005) 
 
Em meio a invasão skrull no planeta terra, Wakanda se defende e luta com toda a sua força para seguir como a terra que nunca foi conquistada. O arco final da terceira série do Pantera Negra, umas das revistas indispensáveis para todo o leitor de super-heróis, principalmente marvetes.
 
O arco foi publicado no Brasil pela editora Panini nas edições de Marvel Action 29 a 31.
 
Para passar longe
 

Hulk (2008) #01 a #06
 
Sério, chega a ser vergonhoso acompanhar as ultimas investidas de Jeph Loeb nos quadrinhos. Mas apesar de ser um equivoco narrativo na ultima década, os seus títulos vendem muito e acabam sendo engolidos "goela abaixo" tanto no Universo Marvel quanto na DC. 
Neste primeiro arco do Hulk Vermelho, não existe nenhuma coerência em nada que é escrito… só vemos frases prontas e debochadas alternando com as lutas mais farofadas possíveis que se possa imaginar. Salvo apenas a arte de Ed McGuinness que acabou ajudando a legitimar o personagem rubro na história dos quadrinhos norte-americanos. Publicado no Brasil na série Marvel Action #29 ao #31, #33 e #34
 
 
 
 
 
 ► Daniel "O Dan"
 
 
 
 
QaQ Recomenda:

Dark #02
 
A revista dos novos 52 que tem o melhor mix. Jla Dark, Homem Animal e Monstro do Pântano continuam suas boas histórias, apesar de Jla dark seguir um ritmo amarrado. Homem-Ressurreição e Eu vampiro seguem com histórias mornas.
 
Para dar uma olhada:
 

Tropa dos Lanternas Vermelhos – Faces da Fúria
 
Comprei essa edição mais por causa da arte de Ed Benes, apesar de não ser manter com uma qualidade constante, tem uma boa pintura. A história mostra um Atrócitus meio contemplativo e nada raivoso, enquanto tenta melhorar sua tropa.
 

Homem de Ferro Noir
 
Uma história focada em grandes aventuras no estilo das pulps. Não gostei do visual do Homem de Ferro, poderia ser mais retrô, algo na linha SteamBoy.
 

Wolverine V4 (USA) #310, #311 e #312

 

Esse é o arco que mostra o retorno de Dentes-de-Sabre. A história até começa bem, mas Jeph Loeb logo volta a ser ele mesmo e estraga tudo. A arte do italiano Simone Bianchi é a única coisa boa nessa revista, que tenta trazer mais mistérios para o já revelado passado de Wolverine
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 ► Lucas Pimenta
 
 
 
 
 
QaQ Recomenda:
 

Conan Ciméria
 
Esse encadernado da Mythos Editora reúne as histórias do 7° encadernado da Dark Horse, que compila as edições de Conan The Cimmerian números 0 a 7. Baseado no poema de Robert E. Howard, a história é escrita por Timothy Truman e ilustrada por Tomás Giorello em parceria com o desenhista convidado Richard Corben.
Truman realiza um excelente trabalho e se mostra digno de suceder Kurt Busiek nas aventuras do Gigante de Bronze e Giorello é um desenhista magistral, já o Corben, não consigo gostar de sua arte e não acho que casou com o estilo das aventuras de Conan.
De todo modo, esse encadernado é excelente e apresenta um período de transição na vida do jovem Conan, que retorna a sua terra natal e vai perceber que algumas coisas mudaram bastante.
 

Conan: O Colosso Negro
 
Conan novamente retorna ao mundo civilizado, e dessa vez segue a vida como soldado do exército mercenário de Amalric, nova função essa que levará o cimério a enfrentar Natohk, a reencarnação de um rei feiticeiro e sua horda de demônios.
Novamente a história (adaptação de um conto original de Robert E. Howard) é conduzida pelo roteirista Timothy Truman e pelo desenhista argentino Tomás Giorello. As cores ficam a cargo de José Villarrubia, que dão ainda mais vida ao cenário espetacular e as belas mulheres desenhadas por Giorello.
 
Esse encadernado corresponde ao 8° encadernado da Dark Horse, que compila as edições de Conan The Cimmerian 8 a 13. Vale notar que a Mythos Editora, colocou na quarta capa que esse é o volume 8, o que pode demonstrar o interesse da editora no futuro em publicar os volumes anteriores em encadernados. Vamos torcer que sim!
 

A Guerra de Alan: As memórias do soldado Alan Ingram Cope
 
Um gibi sobre a II Guerra Mundial, diferente do que estamos acostumados, sai de cena a ação e entra uma observação minuciosa do cotidiano. Aqui, o autor Emmanuel Guibert (roteiro e desenhos) narra as aventuras reais do soldado Alan Cope. Quem espera muitos tiros, e combates gloriosos vai se decepcionar. Agora quem quiser ler um relato, que te faz ter a sensação de que o Alan está na sua frente contando sua vida a você… Esse é o gibi certo. Um homem que cansou dos Estados Unidos e da mentalidade Estadunidense. "A maioria dos americanos vive na surperfície da existência, e eu queria conhecer suas profundezas. Não sei se isso significa alguma coisa para você, mas é no que eu sinceramente acredito".
Esse é o tipo de pensamento que o leitor vai encontrar na obra… E é o tipo de coisa que por si só, paga o gibi.
 
A edição brasileira foi publicada pela editora Zarabatana.

— Lucas Pimenta queria ser Martin Mystère. Não queria uma pistola de raios e sim a capacidade de enrolar uma noiva da mesma maneira...