O Quadro a Quadro volta com sua sessão "Dica de Leitura dos Quadrados", dessa vez pra valer.

Os leitores poderão acompanhar o que estamos lendo e qual a nossa opinião sobre eles (mesmo sabendo que isso não importa pra nada). Mas para os curiosos, vamos lá:

 

 

 

► Lucas Pimenta:

 

 

 

 

 

QaQ recomenda:

Homem-Aranha 121 e 122 (Panini)

Ok, foi uma palhaçada aquela história de pacto com Mefisto para acabar o casamento de Peter e Mary Jane, mas é fato de que as histórias do Amigão da Vizinhança melhoraram e muito de qualidade depois desse triste evento. Chegou portanto o momento de saber de verdade, o que aconteceu com o casal mais bacana dos quadrinhos de Super-Heróis. E o leitor fica com aquela torcida de que no fim de tudo seja apenas um sonho (como foi nas tirinhas dos jornais), mas aqui temos apenas "Um momento no tempo".

 

Wilson

A obra de Daniel Clowes chega ao Brasil pela editora Companhia das Letras através do seu selo Quadrinhos na Cia.

Nosso resenhista Lillo Parra já está com a resenha deste álbum no forno, então vale a pena dizer que este é um dos grandes lançamentos do ano. Wilson é um picareta, egoísta, malandro, idiota, sociopata ou seja… Um ser humano como muitos que habitam esse planeta e pode ser igualzinho a você, leitor.

 

Conan – Edição Histórica (Mythos Editora)

A Mythos fortalece seu selo Mythos Book com esse lançamento. Sem dúvida a melhor edição de um quadrinho já publicado no Brasil. Conan: O Libertador, apresenta o Gigante de Bronze nas suas tradicionais histórias publicadas pela Marvel Comics sob a tutela dos mestres Roy Thomas, John Buscema, Ernie Colon, Wyman, Gil Kane, Tony DeZuniga, Dave Simons, Joe Rubinstein, Rick Bryant e Klaus Jason. Um marco que merece ser repetido com um novo volume! Parabéns a editora pela coragem e que esse ato seja recompensado.

Em breve a resenha deste álbum aqui no QaQ!

 

 

 

► Marcello:

 

 

 

 

QaQ Recomenda:

Cebolinha 61 (Panini):

Nos últimos anos as histórias da Turma da Mônica parecem estar entre o dilema do politicamente correto e do humor , com tendência para o primeiro. Entretanto o titio Maurício e seu estúdio ainda conseguem ótimas tiradas, como no caso da primeira história desse gibi. Li para a minha filha dando risada o tempo todo. Pena que as revistas da turminha continuam sem indicar roteiristas e ilustradores.

Era a Guerra de Trincheiras (Nemo):

Se nesta seção tivesse uma categoria acima de “QaQ Recomenda” com certeza essa obra de Jacques Tardi estaria nela. Aliás, se tivessem dez categorias acima também estaria lá. Quadrinho de altíssimo nível em todos os sentidos: roteiro, narrativa, pesquisa, arte.  Absolutamente imperdível e recomendável para qualquer pessoa (leia-se, pessoas pensantes), seja leitor costumeiro de quadrinhos ou não.

 

Para dar uma olhada:

Ponto de Ignição 01 (Panini):

A saga que culminará no tão falado reboot do Universo DC começa a sair no Brasil com uma aventura insossa roteirizada por Geof Johns. Salva essa edição a agradável arte de Francis Manapul nas duas primeiras partes. É esperar a sequência, mas com uma forte impressão de que não vai muito além disso.

Pra passar longe:

X-Men 120 (Panini):
 
Vamos ser sinceros: eu só comprei essa HQ por causa do chaveiro que vinha de brinde (que vergonha!), mas tive a boa vontade de pegá-la pra ler. Mas… putz… não dá! Muito ruim! Absolutamente intragável! Matt Fracton com certeza é um dos três piores roteiristas que já escreveram os X-Men, lado a lado com Mike Carey e Scott Lobdell. Ah, e Terry Dodson, que assina a capa, não desenha o miolo. A arte interna fica por conta do Whilce Portacio (nãaaaaaaaaaaao!!!).
 
 

 
 
 
 
► Sérgio Barreto:
 
 
 
 
 
QaQ recomenda

 

Homem-Aranha Noir – volume 2

Com a mesma pegada do primeiro volume, é uma leitura pra lá de compensadora. O roteiro de David Hine e  Fabrice Sapolsky te coloca nos anos 1930 sem deixar apeteca cair. A arte de Carmine Di Giandomenico é mais do que adequada à história. A história se passa alguns meses depois da narrativa do primeiro volume e eu gostei muito da temática, mas gostei especialmente do final.

A Torre Negra – A Queda de Gilead 1 de 6

Todos os arcos (já foram três e mais um volume especial) dessa série são excelentes. O roteiro de Peter David completa com maestria os espeços deixados na série de livros A Torre Negra, de Stephen King. A arte de Richard Isanove pode parecer um tanto escura, mas é excelente e tem tudo haver com a decadência do reino de Gilead. Este arco que se inicia vai mostrar a queda de Gilead e o próprio Stephen King atua no projeto como consultor.

 

 
Pra da uma olhada

 

Justiceiro – Bem-vindo ao Bayou

Este encadernado encerra a publicação das histórias do Justiceiro Max no Brasil, pois traz as edições 71 a 75 da revista Punisher Max publicadas nos Estados Unidos – e revista foi encerrada na edição 75. Além da boa (não excelente, mas com certeza boa) história que dá título ao encadernado, com roteiro de Victor Gischler e arte de Goran Parlov, temos de quebra Bonecas (Tom Piccirilli/Laurence Campbel), O Mediador (Gregg Hurwitz/ Das Pastoras, Abutre (Duane Swierczynski/Tomm Coker) e Dia dos Pais (Peter Milligan/Goran Parlov). Vale os R$17,90.

 

 
 
 
 
 
 
► Edimário Duplat:
 
 
 
 
 
 
QaQ recomenda
303 #01 ao #06
Um veterano soldado russo trava uma guerra particular contra o maior grupo terrorista da história: os EUA. Garth Ennis e Jacen Burrows trazem uma historia sobre a poderosa industria bélica mundial e suas implicações nas sociedades. A verdadeira resposta ao infeliz "Holy Terror" de Frank Miller.

 

1985 #01 ao #06 

Mark Millar produz uma HQ voltada para todos aqueles que cresceram com os quadrinhos e acreditam no valor do heroísmo. Uma fábula gráfica com boa dose de aventura, drama e sensibilidade. Funciona muito bem com o traço de Tommy Lee Edwards e principalmente pela falta de exageros do próprio Millar. Publicado no Brasil em Marvel Max #66 a #71 

 

 

 

Coleção O Ciclo de Cyann

Um dos melhores exemplos da fascinante ficção cientifica dos quadrinhos europeus. Criado pela dupla François Bourgeon e Claude Lacroix, a série nos leva a um futuro distante onde a humanidade habita os mais distintos e longínquos planetas. Os autores criam ecossistemas completamente distintos, com fauna e flora fascinantes, além de civilizações e situações muito bem orquestradas. As obras são A Fonte e a Sona, Seis estações em Ilo, Aieia de Aldaal e As Cores de Marcade

 

Batman Incorporated #01 ao #08

Assim como em X-Men, Grandes Astros Superman e LJA, Grant Morrison leva o conceito do cavaleiro das trevas para um nível macro, transformando a luta no crime em um nível global. Boas histórias e uma trama muito bem arquitetada pelo escritor escocês. Inexplicavelmente no Brasil, foram unidas apenas as 5 primeiras edições no encadernado Corporação Batman #01 (nos Estados Unidos ainda não existe TP do título). 

 

 

 

Para dar uma Olhada

Blue Beetle (2011) #01 ao #03
No oitavo título do personagem, a terceira encarnação do Besouro Azul tenta se afirmar nos quadrinhos e repetir o seu sucesso conseguido na série animada Batman: Bravos e Destemidos. A velha fórmula do herói adolescente em conflito com seus poderes feita de forma coerente e bem amarrada pelo escritor Tony Bedard e desenhada pelo brasileiro Ig Guara.

All-Star Western #04
Seguem as boas histórias do universo Western da DC, com Justin Gray e Jimmy Palmiotti levando Jonah Hex cada vez mais ao submundo de Gotham. Além disso, seguem os mini-contos com outros personagens da editora no velho oeste. A bola da vez agora é a estreia da chinesa Barbary Ghost.

Para passar longe:

 
Aphrodite IX #00 ao #04
Uma voluptuosa e desmemoriada assassina em posições provocantes e pouca roupa, mas sem nenhum roteiro. David Finch e David Wohl em seu habitat natural. 

 

 
Blackgass I (#01 ao #03) e Blackgass II (#01 ao #03)
História de zumbis por Warren Ellis, feita totalmente no automático e na busca pelos fãs do gênero. Tirando a criativa origem do surto, o resto é totalmente passável.
 
 
 
 
 

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Bom pessoal, até o próximo mês com mais "Dicas dos Quadrados".
— Lucas Pimenta queria ser Martin Mystère. Não queria uma pistola de raios e sim a capacidade de enrolar uma noiva da mesma maneira...