► Marcello:

 

 

 

QaQ recomenda:
 

MAD 44 

 

 

 

Eu estava afastado da Mad há tempos. Acho que última que eu havia lido ainda era publicada na Record. Por algum motivo (seria o poster que vem de brinde?) resolvi comprar a n.° 44 da encarnação sua Panini e tive uma grande e grata surpresa. A Mad está "totalmente excelente", com um mix que junta material da edição gringa – incluindo aí Aragonés e Peter Kuper – com excelentes talentos nacionais. Só nesta edição participam nada menos do que 23 (se eu não tiver contado errado) artistas brasileiros, quase todos com trabalhos de ótima qualidade. Presentes nomes como Eoin Ryan, Pablo Mayer, Raphael Salimena, Damasceno, Garroucho, Saravá e por aí vai. Só este número já é mais representativa da nova geração de quadrinistas nacionais do que a (justamente) cultuada edição brasileira da Fierro.

A impressão que eu tive é que a Mad é uma publicação absurdamente injustiçada pela mídia de quadrinhos (mea culpa). A qualidade da revista e a grande presença de excelentes artistas brasileiros fazem com que ela mereça muito mais destaque.
De minha parte, a certeza de que nos próximos meses estarei fiel nas bancas e torcendo para que a qualidade deste número seja o padrão da publicação.
 

 

 

 ► Edimário:

 

 

 

 

QaQ Recomenda:

 

T.H.U.N.D.E.R. Agents (2010) #01 a #10
 
Time de super-heróis da Tower Comics nos anos 60, o título passou por algumas editoras antes de ser adquirida pela DC, que após tentativas frustradas lançou esta mini-série as portas do seu reboot. Escrita por Nick Spencer e com traços do talentoso CAFU, a história dos agentes especiais a serviço da ONU é recontada muito bem, com uma boa dose de espionagem e capítulos especiais sobre cada um dos membros e suas respectivas problemáticas após se tornarem pessoas superpoderosas. De tão promissor, rendeu uma continuação já dentro da Nova DC.
 

Mulher-Maravilha (2011) #01 ao #06
 
Diferente do que foi mostrado superficialmente por Geoff Johns, Brian Azzarello traz mais conteúdo ao novo conceito da amazona e foge do esteriótipo de "Xena – A Princesa Guerreira" mostrado na Liga da Justiça. Além disso, nos presenteia com uma saga muito bem orquestrada e que remete as velhas querelas mitológicas. Destaque também para a dupla Cliff Chiang e Tony Akins com o novo visual para os já conhecidos deuses gregos, além do traço leve, mas encorpado, da Princesa Diana.
 

 
The Ray (2011) #01 ao #04
 
O que acontece quando um salva-vidas coreano adotado por uma família de Hippies californianos da "velha guarda" é atingido por uma arma de luz superpoderosa? Descubra nesta divertida mini-série da DC escrita por Jimmy Palmiotti que reimagina um dos heróis mais emblemáticos (ao menos para mim) da DC Comics.
 
Para Dar uma Olhada:
 

The Amazing Spider-Man #546 a #551
 
Logo após a malfadada "Um dia a mais", Dan Slott reinventa o Homem-Aranha com a mesma dinâmica da era "que vale" do personagem. Novos aliados, novos vilões e o velho "amigão da vizinhança" de sempre. Mas continuo com a opinião que o reboot de seu namoro com a Mary Jane foi um exagero sem tamanho. Publicada no Brasil em Homem-Aranha #83 e #84 (Panini)
 

The Knight Of The Area #01
 
Este mangá nos fala sobre uma dupla de irmãos que tem o futebol como sua vida. Porém, enquanto um é o craque do colégio e da seleção sub-15 japonesa, o outro apenas parece se contentar em ser o auxiliar técnico da equipe colegial. Uma revista que traz bons personagens e um traço muito interessante de Kaya Tsukiyama. Promete.
 
 
Para passar longe:
 

Liga da Justiça (2011) #01 a #06
 
Alardeada como uma das pedras fundamentais para o novo Universo DC, o primeiro arco da Liga da Justiça de Geoff Johns e Jim Lee é uma experiência sofrível de retorno aos quadrinhos dos anos 90: Roteiro totalmente rasteiro e superficial, com um traço deficiente em uma boa narrativa, prezando muito mais pelo deslumbre do espectador por quadros megalomaníacos. Mais difícil ainda é aceitar as justificativas de que a competição de frases de efeito entre os personagens, além da falta de profundidade destes, ser ocasionada por se passar 5 anos antes da cronologia oficial e que os velhos fãs não se identificarão porque é focado para o público infanto-juvenil.
 

 

 

 ► Sérgio Barreto

 

 

 

 

QaQ recomenda

Vikings – A Viúva do Inverno.
 
Pernse numa história boa, pense numa história que te envolve, pense em uma história que te prende… Pois esse encadernado publicado pela Panini, reunindo as edições 21 a 28 da série Northlanders, é tudo isso. Nesse arco acompanhamos a saga de uma mulher (a viúva do título) para se fazer respeitar em uma terra de homens duros e que acreditam na força bruta como única forma de expressão.
 

Hellboy – Caçada Selvagem
 
Quando ser trata de Hellboy, Mike Mignola (roteiros) não erra nunca – e arte de Duncan Fegredo é simplesmente perfeita para uma história de Hellboy. O glossário extenso (e que você vai utilizar) pode incomodar um pouco no começo, mas nada que comprometa a diversão. Nesse encadernado a (surpreendente, acredite) origem de Hellboy é revelada e seu (aparentemente inevitável) futuro é detalhado.
 

J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga 87
 
Ainda vou escrever um post apenas sobre Giancarlo Berardi (roteiro). J. Kendall (junto com Mágico Vento) é minha leitura mensal preferida. Se quiser começar a ler J. Kendall agora, corre que você ainda acha na banca. Aqui Júlia tem algumas horas para salvar uma condenada a morte – com um final digno dos melhores thrillers que você já assistiu.
 

Mágico Vento 116
 
Aqui você vai ver o a colonização e crescimento dos Estados Unidos por ângulos nunca dantes imaginados. Mistério, magia, aventura, ação – tudo em um gibi só. Nesse volume Ned (Mágico Vento) tenta encaminhar os sobreviventes de um incêndio num barco a um local seguro, mas fundamentalistas pensam que matá-los pode ser um bom exemplo e uma boa diversão.
 

Wilson (de Daniel Clowes)
 
Uma das melhores Graphic Novels dos últimos anos. Leia e você vai entender um pouco mais sobre as pessoas problemáticas a sua volta, e muito mais sobre você mesmo. Comigo foi assim… 😉
 
Pra dar uma olhada

 

Batman – Arkham City

Com roteiro de Paul Dini e arte de Carlos D´anda, serve como boa introdução ao jogo homônimo. Vale uma boa olhada, especialmente se você curte game.

 

 

 

 

► Daniel "O Dan" Cesar

 

 

 

 

QaQ Recomenda: 

 

Astro City – O Anjo Caído

 
Uma das minhas revistas preferidas escritas por Kurt Busiek, mostra a historia de Blindado, um ex-vilão que sai da prisão e decide levar uma vida normal, mas as coisas nem sempre são como se espera, em Astro City. Uma narrativa de redenção com um maravilhoso texto e uma atmosfera Noir.
Inclui galeria de capas, sketchbook, uma edição para ser guardada a 7 chaves.
 

X-Men: A Era do Apocalipse Vol. 1 
 
É a saga clássica que todos conhecemos, eu particularmente gostei bastante na época que foi lançada e comprarei os 6 volumes para tê-la em minha estante, o bom é que esta sendo publicada em ordem cronológica incluindo especiais, o lado ruim é, podia ser em capa dura e ter algum texto falando sobre os X-Men na época que A Era do Apocalipse foi lançada ou talvez alguns esboços. Mas ainda assim vale ter os encadernados na coleção.
 

TUNE 8 Parte 1
 
Uma ótima narrativa através do tempo, para salvar um futuro caótico, isso com poucas e bem utilizadas cores, Rafael Albuquerque escreve e desenha essa revista.
Tem um bom acabamento além de sketchbook do processo criativo, o mal é que não tem todas as páginas que saíram no site ( www.tune-8.com ), é você pode acompanhar a série pelo site também, lá tem a primeira temporada completa.
 
 
Pra dar uma olhada :
 

Duo.Tone

 
Essa revista de Vitor Cafaggi tem uma arte muito linda, com 2 historias. A 1ª mostra um garoto tendo que aceitar a mudança para viver na cidade grande e a 2ª mostra um jovem as voltas com um encontro, robôs e monstros gigantes. A edição inclui alguns esboços do artista.

 

 

 

 

 

Corporação Batman – Vol. 1
 
Grant Morrison que escreve, essa que para mim é uma releitura de Brave and Bold, só que com o Batman como personagem principal, encontrando heróis clássicos e obscuros ao redor do mundo, só isso já devia vender, mas achei o acabamento mixuruca da edição, podia ter uma capa dura, extras, e talvez as 8 edições da primeira fase.
 
 
 
 
 
 
 
 
 ► Adalton
 
 
 
 
 
 
 
QaQ Recomenda: 
 

Wilson

Cuidado, este quadrinho possui muitas porradas no estômago. A narrativa aparentemente simples camufla cuidadosamente o clima a fim de pegar o leitor desprevenido ao final de cada página. Se você tem lá seu humor negro muito bem cuidado, ponto pra você, pois ajuda a amenizar as porradas.

 

Wolves

Esta pequena história produzida pela Beck Cloonan é o tipo de quadrinho que merece estar sempre a disposição, de fácil acesso, dentro de uma mochila, pasta, seja qual for o local, justamente para ser lida naqueles momentos de tédio e tensão: ônibus lotado no engarrafamento, metrô e por aí vai, apenas para facilitar o embarque nas terras medieval narradas na história onde a concretização de um amor traz consequencias perigosas…

 

 

 

 

Madman

Frank Einstein e suas histórias rendem bons momentos de risadas e nostalgia de um tempo que toda uma mitologia e coisas estranhas não necessitavam de muitas explicações plausíveis.

O Gosto do Cloro

Quem já praticou ou quem ainda pratica irá reconhecer muitos detalhes: as pessoas estranhas que entram na piscina, a visão do "céu" nas braçadas de costas, a tentativa de superação, a perda de folego, a garota da piscina…

Duo Tone

O que está esperando pra ler?

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 ► Lucas Pimenta
 
 
 
 
 
 
 
QaQ Recomenda:
 
El Eternauta – Edición Vintage
 
Há 53 anos surgia na Argentina a melhor História em Quadrinhos de todos os tempos e de lá para cá, os hermanos sempre estão republicando uma nova edição desse clássico, nada mais justo, afinal uma história dessas tem que ficar disponível para os leitores sempre.
Essa nova edição conta com as 369 páginas de quadrinhos e um encarte com o famigerado número 0 que contém as "viñetas perdidas".
 
Os brasileiros podem aproveitar e comprar a edição que a Martins Fontes lançou recentemente, que sem dúvida é a melhor publicação em quadrinhos esse ano no país e verificar a obra de Héctor G. Oesterheld e Francisco Solano López.
 

 

— Lucas Pimenta queria ser Martin Mystère. Não queria uma pistola de raios e sim a capacidade de enrolar uma noiva da mesma maneira...