► Marcello:
 
 
 
QaQ Recomenda:
 

Mad 45 (Panini): Justificando a recomendação ao estilo da própria revista: melhor coisa pra se ler no banheiro. Com certeza a melhor publicação de quadrinhos nacionais nas bancas atualmente. Ok, tem também material estrangeiro, e de boa qualidade, mas o carro chefe é sem dúvida as páginas nacionais. Mensalmente imperdível.
 
Para dar uma olhada:

Quando lá tinha um muro – Flix (Tinta Negra): O alemão Flix recolhe memórias suas e de seus compatriotas sobre como enxergavam a Alemanha separada e em seguida transforma essas memórias em HQ's de três páginas. Ótima iniciativa de documentação e um interessante projeto de quadrinhos, mas se perde em alguns aspectos. O principal é o rigor do projeto gráfico, que acaba servindo somente para tornar a leitura enfadonha a partir de certo ponto. Além disso, o ótimo traço do autor sugere um humor que não existe no livro. Um projeto do nível de relevância de um Persépoles, por exemplo, mas amarrado por restrições criativas aparentemente impostas pelo próprio autor.
 
A editora original é a ótima Carlsen, que tem um catálogo bem variado e pouco conhecido no mercado brasileiro. É a mesma editora que publica originalmente os títulos do Reinhard Kleist, que saem no Brasil pela 8inverso.

 

Thor Ultimate (Edição Especial – Marvel/Panini) Boa opção para quem quer uma leitura na onda dos Vingadores. Thor versus Loki em um competentíssimo roteiro de Jonathan Hickman, intercalando com muita eficiência três épocas para contar uma só história. Mas apesar de eficiente não chega a empolgar. Os desenhos ficam por conta de Carlos Pacheco, que ainda é um artista acima da média, mas parece ter regredido o traço nos últimos 10 anos. De qualquer forma, a versão ultimate do Deus do Trovão está mais interessante do que a do universo Marvel regular.

 

 

 

 ► Sérgio Barreto:

 

 

 

 

QaQ Recomenda:

O Eternauta: A história foi publicada na Argentina em 1957 (isso mesmo, 55 anos atrás) em capítulos semanais e desde então é cultuada tanto na Argentina quanto nos países onde é conhecida. Apenas agora publicada no Brasil pela Martins Fontes, conta a história de uma invasão extra-terrestre que começa com estranhos (e mortais) flocos de neve sobre Buenos Aires. A partir daí a história envolve o leitor de uma forma que só lendo pra saber. 
Sem sombra de dúvidas, a melhor história em quadrinhos que li na vida (Watchmen, V de Vingança e O Cavaleiro das Trevas acabaram de ficar em segundo lugar).

Mágico Vento 97, 98 e 99: Comecei a ler Mágico Vento a partir do número 100, que foi a última parte do arco que começou no número 97 e que mostra a guerra entre a nação dos índios Sioux e os Estados Unidos. As quatro revistas (97, 98, 99 e 100) são um excelente ponto de partida para os que desejam conhecer Mágico Vento.

Ken Parker 12 – A Terra dos Heróis: Desencavei essa edição pela Internet e pra mim ficou claro por que Giancarlo Berardi é O Cara quando o assunto é roteiro. Você quer saber pra onde vão os personagens quando são esquecidos pelos seus autores? Se quiser mesmo saber, leia essa história e descubra não apenas pra onde eles vão como também o que eles fazem por lá.

Loucas de Amor em Quadrinhos: Loucas de Amor, tanto o o livro quanto o gibi,  já foi resenhados aqui no QaQ pelo Lillo. O gibi é bem o que ele falou "funcionam como uma fixação de conteúdo, contextualização do ambiente em que o autor se inseriu para a produção do livro e contraponto humorístico a um tema extremamente delicado.". Vale a leitura com certeza!

Y – O Último Homem vol. 8: A saga de Yorick, o último homem do planeta Terra, o levou até o Japão em busca de seu mascote Ampersand. Além do resgate do macaco, esse volume traz mais detalhes sobre o passado de alguns personagens extremamente importantes na história. Se você não conhece Y, não sabe o que está perdendo…

Vertigo 28: Das revistas que leio mensalmente (Batman, A Sombra do Batman, J. Kendall e Mágico vento) esta é uma das únicas (juntamente com J. Kendall e Mágico Vento) que recomendo. O mix deste mês traz mais um episódio de Hellblazer, o final de "Joe, O Bárbaro" e Escalpo. Tudo (até Casa dos Mistérios) de qualidade. 

 

 

 

 

 

 

 ► Guido:

 

 

QaQ Recomenda:

Yuri – Quarta feira de cinzas: Roteiro fantástico, temática muito interessante e uma arte bonitamente estranha, na HQ brasileira que achei mais bem humorada e sincera, sem ser sensível. Mesmo tendo gostado da premissa desde o início, foi facilmente uma das maiores surpresas que já tive com quadrinhos nacionais.
 

Loucas de Amor em Quadrinhos: A HQ e o livro tratam sobre mulheres que se sentem atraídas por Serial Killers, estrupadores e criminosos em geral. O autor ter se interessado por esse tema se explica facilmente pelo perfil psicológico dos envolvidos, perfil esse que também me interessa de outras leituras passadas. Uma vez, me deparei com uma edição extra da Revista Super Interessante, que publicava em quadrinhos histórias de vários Serial Killers, sob o título de `Contos Bizarros`. Naquela vez, tive contato com a arte de Samuel Casal, Gabriel Bá, Renato Guedes entre outros, numa temática parecida. Se esta revista ainda estivesse nas bancas, recomendaria também, mas `Loucas` já é uma grande leitura (como classificaram Sérgio e Lillo), e arte do Fido também é uma grande pedida.
 

Oeste Vermelho: Me lembro que quando pequeno não gostava de adaptações de animais para histórias de gente. O Robin Hood da Disney, para mim, era o máximo que esse tipo de prática poderia alcançar e por isso nada valeria a pena. Nem o mais clichê gatos contra ratos. Mas os irmãos Costa fizeram de uma história despretenciosa que um contou ao outro (que de início odiou) um grande quadrinho. A arte é demais de bonita, e o roteiro não fica atraz. O desfecho e a batalha final quebram os clichês inciais e elevam o vilão a um patamar diferenciado perante aos companheiros do bando, de forma a construir um personagem digno das galerias de vilões clássicos e bem construídos dos quadrinhos e do cinema.
 

Duo Tone: Vitor conseguiu fazer, com sua sensibilidade, que eu me identificasse com o protagonista da primeira história. Eu de fato vivi a mudança entre uma chácara, meus brinquedos e meu espaço, para um apartamento. Mesmo no meu caso não tendo sido definitivo, a passagem serve como um réquiem para o final da infância.
 

Valente: "Dois hamburguers, alface, queijo, molho especial, cebola, rosbife num pão com gergelim. Odeio Picles". Só por essa já valeu minha leitura. O jingle de uma propaganda do Mc Donalds de fato ficou em minha cabeça desde quando eu era criança e o Big Mac era lançado no Brasil. Aí vem Vitor Cafaggi e satiriza genialmente essa propaganda, mais de dez anos depois. Muito obrigado.
 
Para dar uma olhada:
 

Matinê: A beleza da arte e as referências cinematográficas vão me fazer inevitavelmente ler todos os trabalhos que os irmãos Costa publicarem. O roteiro também é bem legal, mas acabei gostando mais de Oeste Vermelho.

 

Gibi, Sim Senhor: Um Gibi gratuito, basta você se inscrever em roboesmaga.wordpress.com. A sensação de chegar em casa e receber um Gibi pelo correio, de graça, é muito boa. É uma surpresa agradável capaz de salvar um dia. E este quadrinho é muito melhor do que injeção na testa (como diz o ditado). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ► Edimário:
 
 
 
 
 
 
QaQ Recomenda: 

 

Homem-Animal (2011) #01 ao #06: Fascinante e perturbador, o Homem-Animal da Nova DC reúne um pouco da mística do personagem e adiciona mais problemáticas não só a Buddy Baker como para toda sua família na batalha contra "O Podre". Escrito por Jeff Lemire e com traços excepcionais de Travel Foreman, já é um dos grandes títulos da reformulada editora.

Superman (2011) #01 ao #06: Diferente da pouco inspirada Action Comics, a nova revista mensal do Homem de Aço traz a verdadeira reformulação do personagem para o século XXI. O Planeta Diário agora faz parte de um conglomerado midiático e deve se adaptar aos novos tempos com integrações em novos meios de informação. Para garantir o sucesso dessa empreitada, Lois Lane torna-se o canal principal para a modernidade e tem como maior opositor o seu ex-colega de trabalho Clark Kent, que traz consigo todo o espirito clássico do jornalismo e um amor platônico que se confunde com o embate ideológico entre os dois. George Perez se mostra totalmente inspirado nos roteiros e eleva o mito clássico ao seu verdadeiro inimigo: a modernidade. 

Eu, Vampiro #01 ao #06: Despretensiosa, a série consegue ser uma boa escolha de leitura com uma trama bem elaborada e empolgante, que te faz esperar pelo número seguinte para poder conhecer um pouco mais desse estranho e inquietante mundo vampírico da "Nova DC". Com traço do talentosíssimo Andrea Sorrentino e roteiro de Joshua Hale Fialkov, vale a pena conhecer esse remake de um dos clássicos da editora (publicado originalmente em House Of Mystery no final dos anos 70).

 
 
 
 
 
 ► Lucas Pimenta:
 
 
 
 
 
 
QaQ Recomenda:

 

Powers de Brian Michael Bendis e Michael Avon Oeming (Panini): A Panini Comics lançou há um certo tempo já o primeiro encadernado de luxo da série Powers com os dois primeiros arcos, entrevista com os autores, capas, passatempos e um monte de baboseiras mais que só serviram para elevar o preço do gibi (R$100,00 meus amigos!!). E como não poderia deixar de ser, a Panini também realizou seu – já famoso – trabalho mal feito nessa edição, ou pelo menos a minha, que tem mais páginas do que o prometido, devido a uma série de páginas repetidas. Mas fora o trabalho da editora, a história vale MUITO e ouso dizer que é ao lado de Alias a única coisa que Bendis escreve que presta! (Ok, joguem pedras!…)

Policial Noir de alta qualidade, acompanhar os detetives da divisão de homicídios Christian Walker e Deena Pilgrim é uma aventura de tirar o fôlego… Vale a pena conferir!
 

Ken Parker de Berardi e Milazzo (Mondadori): 3° volume de uma coleção voltada à arte sequencial (dedicada a alguns dos maiores nomes dos quadrinhos no mundo) publicado na Itália em abril de 2009. Como é comum a editora Mondadori, o volume é luxuoso, possui 190 páginas, formato 21,5 X 29 cm. Nessa edição Rifle Comprido tem a republicação de cinco histórias, Lar Doce Lar com colorização de Marco Soldi (capista de J. Kendall: As aventuras de uma criminóloga) e o ciclo Il Respiro e il Sogno (que reúne as histórias Filhotes, A Lua da Magnólia em Flor, Soleado e Pálidas Sombras), a obra-prima de Berardi e Milazzo.
A edição ainda conta com um breve texto de Daniele Barbieri sobre o personagem. Vale cada centavo!

 

— Lucas Pimenta queria ser Martin Mystère. Não queria uma pistola de raios e sim a capacidade de enrolar uma noiva da mesma maneira...