Os comics norte-americanos tem aproveitado bastante a idéia de apresentar personagens LGBT em seu reptertório. Nos últimos anos, personagens como Estrela Polar e o Lanterna Verde Alan Scott deram muito o que falar. E com intuito de expandir ainda mais esse repertório, a DC Comics apresentou hoje a primeira (como eles mesmo fizeram questão de afirmar) personagem transsexual dos quadrinhos mainstream.

O episódio se deu na edição #19 da revista Batgirl que foi lança hoje, nas versões impressa e digital. Nela, Barbara Gordon revela momentos marcantes da sua vida para a amiga com quem divide apartamento, Alysia Yeoh, ao qual esta, o final do dialogo, faz a revelação:

A idéia de introduzir uma personagem transsexual foi idéia da roteirista Gail Simone, logo após uma conversa com o também roteirista Greg Rucka; ela relatou que foi questionada em uma convenção sobre o porque do pouco número de super-heróis gays masculinos do que lésbicas e que tal questionamento a fizera refletir bastante. Ela então trabalhou a idéia, apresentou-a ao editor Dan Didio e este comprou-a.

Gail Simone salienta também que já houveram muitos outros personagem que já trocaram de sexo, mas todos de forma fantasiosa – magia, troca de corporal através maquinas avançadas – e que Alysia seria a primeira que realmente decidiu ser transsexua de forma não fantasiosa, refletindo todo um cenário de leitores que acompanham o universo dos quadrinhos de super-heróis.

A idéia da roteirista é continuar com esse movimento; segundo a autora, ela está introduzindo também mais um personagem LGBT em um quadrinho mainstream, mas que não pode dar mais detalhes sobre isso por agora. E conclui dizendo: "há muito o que fazer ainda."

 

— Adalton nasceu no último dia de uma lua cheia, mas acha que isso não tem nenhuma relação com a sua vida; começou comprando quadrinhos por puro modismo - uma edição da Turma da Mônica parodiando Jurassic Park; sua primeira compra consciente foi a edição nº 01 de Batman: A queda do Morcego, ainda formatinho. Acredita que irá terminar a graduação em Letras antes da catástrofe de 2012 e daqui até lá está estudando parte das traduções intersemióticas das peças de Shakespeare já produzidas. E nos interlúdios, tenta produzir roteiros a partir idéias rabiscadas em antigos pedaços de papel.