Em 2010 Augusto Figliaggi e Elaine Guarani (blog da obra) iniciaram a embrionária idéia de transformar em Histórias em Quadrinhos passagem históricas ocorridas no Brasil, mas que, por inúmeros fatores, muitas vezes acabam não ficando conhecidas.

São histórias de pessoas que se foram e que, se alguém não contar suas histórias, sumirão no tempo.

Contar essas histórias é como traçar uma luta identitária, gritar que o multifacetado Brasil é formado por histórias ricas que merecem atenção e respeito.

A primeira HQ intencionada foi a voltada para a etnia indígena dos Paiaguá, cujo último representante desse grupo social faleceu em 1943, era a Maria Dominga Miranda, índia paiaguá.

Um povo extinto, que teve enorme importância para a composição desse país, pois, por serem guerreiros, guardaram as fronteiras do Brasil, pois resistiam tanto às investidas portuguesas, quanto espanholas.

No século XVIII, o império português determinou que deveria ocorrer um combate chamado “guerra justa” contra alguns povos indígenas que “impediam” o progresso da nação, entre eles, os Paiaguá. A ideia era elaborar uma História em Quadrinhos que pensasse sobre esse ocorrido. Mas ela foi se ampliando, e os autores contaram várias das características dos Paiaguá.

Essa ideia foi transformada em projeto, e, foram contemplados no edital “Mais Cultura – Microprojetos na Amazônia Legal”, e encontraram parceiros como o Instituto Cultural Janela Aberta de São Carlos – SP e a gráfica e editora Ligraf de Cuiabá – MT, o que tornou viável iniciar uma pesquisa mais profunda, para compor uma obra que fizesse jus à grande nação paiaguá.

A obra se inspirara nos acontecimentos históricos, mas em realidade a intenção é que se reflita não só sobre a “guerra justa” que ocorreu, mas também sobre as “guerras justas” que ainda, infelizmente, ocorrem.

***

Preço de Capa – R$ 12,00

Tamanho – 16 x 23 cm

Número de páginas – 76

— Lucas Pimenta queria ser Martin Mystère. Não queria uma pistola de raios e sim a capacidade de enrolar uma noiva da mesma maneira...