André Sousa

 

► Por André Sousa*

 

Histórias do Clube da Esquina - Capa

 

Sempre gostei de quadrinhos, mas na verdade nunca tinha me dado conta disso. Lembro-me de quando viajava para a casa de minha tia no Rio de Janeiro nas férias e ela sempre tinha exemplares dos gibis de Asterix e eu adorava ler. Lia as tiras dos jornais que meu pai comprava, via meu pai lendo Tex. Ou seja, sempre estive em contato direto com quadrinhos.

Quando soube que iria ganhar um quadrinho com as Histórias do Clube da Esquina fiquei muito ansioso, pois são histórias de pessoas que eu admiro demais como compositores e intérpretes. Estou escrevendo e ouvindo as músicas citadas na revista. E é muito bom poder saber em que situações elas foram criadas, como surgiram  as histórias da famosa “esquina” (lugar que prometo conhecer em breve).

ComHistórias do Clube da Esquina - Páginaso procurei ler esta revista de uma maneira diferente, prestando mais atenção (pois teria que falar sobre ela) me atentei para um fato que acontecia quando estava lendo, não prestava muito atenção nos desenhos, me concentrava apenas nos balões. Não sei se isso acontece com mais alguém, porém foi um fato que constatei e que com certeza não acontecerá mais. Esse gibi das Histórias do Clube da Esquina foi “degustado” de uma maneira muito especial e fica até difícil eu dizer o que mais me impressionou, pois a revista é de um requinte de ilustração, qualidade de impressão, sem contar a história que por si só já é fantástica.  A única crítica que tenho a fazer é que ela foi muito curta, ficou aquele gosto de “quero mais” –  não sei se a intenção dos autores foi essa. Se sim, conseguiram, pelo menos comigo, a esperança de que seja lançado Histórias do Clube da esquina ll.

Enfim, queria agradecer a Sérgio por ter despertado em mim novamente esse prazer que é ler um bom gibi.

Abraço a todos!!

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Histórias do Clube da Esquina
Laudo Ferreira (Roteiro e Desenhos)
Omar Viñole (Arte-final e cor)
Editora Devir
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*O conteúdo deste post expressa a opinião do autor, que é plenamente responsável pelo mesmo.

Clube da Esquina "ao vivo e a cores"

— Sergio Barretto teve um passado nebuloso sobre o qual nunca fala. Ninguém sabe ao certo o que ele fazia, mas alguns indícios de ações secretas e aterradoras já desestimularam muita agente a continuar investigando. Hoje é um homem sério, cumpridor de seus deveres e apaixonado por histórias em quadrinhos desde que se entende por gente, e a cada ano faz mais tempo que ele se entende por gente. Faz parte do Quadro a Quadro desde sua criação e costuma ser gente boa, mas as vezes passa a impressão de que seu passado sombrio pode retornar a qualquer momento, pondo a todos em perigo.