Inspirado nas narrativas do Corão e das Mil e uma noites, o aclamado autor de Retalhos volta com uma fábula atemporal sobre amor e amizade

 

Uma história de amor pode tomar muitas formas. Em Retalhos, premiada graphic novel que colocou Craig Thompson entre os grandes nomes do quadrinho mundial, foi a história de um jovem que se viu preso entre valores religiosos e a força da primeira paixão. Em Habibi (672 páginas, tradução Érico Assis, formato 18,3 x 23 cm, R$ 57,00, Quadrinhos na Cia.), é a saga de dois escravos fugitivos, unidos e separados pelo destino, vivendo no limite que separa a tradição da descoberta.

Dodola, uma garota perspicaz e independente, foge de seus captores levando consigo um bebê. Eles crescem juntos no deserto, sozinhos em um navio naufragado na areia. Em meio a sentimentos cada vez mais conflitantes, os dois passam o tempo contando histórias. Assim, somos apresentados também à origem do islamismo e de suas tradições, conforme as narrativas se combinam numa trama de aventura, romance, filosofia e tragédia.

Para contar a saga de Dodola e Zam, Craig Thompson recorreu ao Corão e às Mil e uma noites. Do primeiro, colheu o próprio estilo do livro, inspirado na caligrafia árabe, e também as narrativas do texto sagrado dos muçulmanos, recriadas com maestria pela pena do autor. Do segundo, tirou um cenário fantasioso, repleto de lendas e histórias, uma versão quase mitológica da nossa ideia de Oriente.

Ambientado nos dias de hoje, Habibi não se passa em nenhum país conhecido. É uma terra igualmente fantástica e concreta, onde questões presentes se misturam a indagações ancestrais. Crítica social, questionamentos ecológicos, paralelos entre religião e amor: tudo encontra seu lugar nesta narrativa tão épica quanto particular. Fruto de sete anos de pesquisas e trabalho, Habibi é um monumento do quadrinho moderno e uma resposta atual a questões que nos perseguem desde sempre.

 

Craig Thompson nasceu em Traverse City, Michigan, em 1975, e foi criado na zona rural de uma pequena cidade de Wisconsin. Lançou seu primeiro álbum, Good-Bye, Chunky Rice, em 1999. Tornou-se mundialmente conhecido com seu trabalho seguinte, Retalhos, de 2003. Publicou também Carnet de voyage, um relato de viagem sobre a turnê de divulgação de Retalhos na Europa.

Site do livro: www.habibibook.com

Blog do autor: www.dootdootgarden.com

Facebook: facebook.com/CraigThompsonAuthor

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Trecho de uma entrevista publicada no site GraphicNovelReporter

 

Este não é o tipo de história que estávamos esperando depois de Retalhos. O que o inspirou a criar um épico assim?

Depois de Retalhos, eu estava farto de me desenhar. Farto de desenhar esses cenários mundanos do meio oeste. Queria desenhar algo exterior a mim, algo maior. E considerei duas direções: 1) um épico de fantasia, como O senhor dos anéis (!), ou 2) uma obra de não ficção política e socialmente relevante, à maneira dos quadrinhos jornalísticos de Joe Sacco. Habibi acabou sendo um meio-termo. É um conto de fadas que empresta convenções orientalistas das Mil e uma noites, mas também trata de assuntos contemporâneos como sexo, religião e crise no abastecimento de água.

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“Destinado a se tornar um clássico instantâneo.” — The Independent

 

“Cortante. Habibi é um enorme feito de pesquisa, cuidado e tinta preta, e um lembrete de que todos os ‘povos do livro’, apesar das diferenças, dividem um mosaico de histórias.” — Zadie Smith, Harper’s Magazine

 

“Thompson é o Charles Dickens do quadrinho. Habibi é uma obra-prima única.”

Elle

 

“Uma história maravilhosa e cativante, mas também indescritível neste curto espaço, pois dentro dela há ainda milhares de outras histórias. É como uma caixa de joias a qual você retornará de novo e de novo.” — The Guardian

— Lucas Pimenta queria ser Martin Mystère. Não queria uma pistola de raios e sim a capacidade de enrolar uma noiva da mesma maneira...