Corto Maltese é o príncipe das minhas histórias em quadrinhos e fazê-lo envelhecer coloca-me problemas. Aliás, é por isso que eu o faço beber o elixir da longa vida, de modo a que possa permanecer jovem no sono e nos sonhos.

A frase acima é de Hugo Pratt – criador de Corto Maltese – e retrata muito bem a imortalidade alcançada pelo personagem, uma das maiores obras em quadrinhos de todos os tempos. Prova disso é que na cidade de Veneza, em fevereiro deste ano foi inaugurado "La Casa di Corto Maltese".

O museu dedicado a criação máxima de Pratt é uma prova de amor dos italianos ao personagem e sua importância no imaginário popular além de ser uma justa homenagem ao autor, que viveu na cidade toda a sua infância.

Além da exposição com fotos do artista em preto e branco, retratadas na sua casa e no seu estúdio, de aquarelas, desenhos e esboços que realizou para suas obras e dos seus relatos das viagens que fez pelo mundo, o museu será um laboratório para pessoas que desejam se aventurar no mundo dos quadrinhos, que contará com vários convidados para as suas atividades, entre eles os artistas Lele Vianello e Guido Fuga, que colaboraram por muito tempo com Hugo Pratt.

Para aqueles que já estão com a viagem marcada para a Itália nesse carnaval, façam uma visita ao museu, a entrada custa € 6,00.

— Lucas Pimenta queria ser Martin Mystère. Não queria uma pistola de raios e sim a capacidade de enrolar uma noiva da mesma maneira...