O QaQ assistiu a estréia do filme do Lanterna Verde nos EUA e divulgamos nossas impressões sobre o filme!

 

 

► Por Guido Moraes*

 

 

Antes de tudo essa resenha não tem a intenção de detalhar o filme e sim de tranquilizar ao fã-expectador, que está ansioso e ao mesmo tempo receioso para ver o filme. Portanto, calma pessoal, o filme do Lanterna Verde não é tão ruim quanto parecia! Partindo do ponto que este é um filme para se divertir, e não para admirar como um dos clássicos da sétima arte, não vou comentar direção, fotografia e atuações em geral. Vou me resumir ao ponto mais crítico. Vale a pena ver? SIM. Estão calmos agora? Então vamos lá…

Se você não gostou do Design dos personagens, dos fraquíssimos atores escolhidos (exceto pelos excelentes Peter Sarsgaard e Mark Strong, respectivamente Hector e Sinestro), dos trailers, e tudo mais, você está no caminho certo para se divertir com esse filme. Foi com a expectativa baixíssima que fui assistir nesta sexta-feira, com minha mãe e minha namorada em um cinema aqui nos EUA. Pronto para defender um de meus personagens favoritos com unhas e dentes, esperando mais uma bomba como o últimos ‘Superman’,  'X-Men: Confronto final’ e 'Homem-Aranha 3', e tudo mais. Nem precisei, pois este é um filme feito para a família.

Como sempre, algumas adaptações foram feitas na história original, que vão enlouquecer os fãs fervorosos. Sem spoilers, algumas mudanças na origem de Hector Hammond, outras no perfil da Carol Ferris, mas nada que prejudique demais o filme. É claro que também temos doses de humor americano, como Hal pedindo “Pelos poderes de Grayskull” ou “Ao infinto e além” para o anel funcionar, na mesma linha do filme do Homem-Aranha quando quer descobrir como lançar teias.

Infelizmente os filmes de Super-Heróis não são feitos apenas para os fãs de quadrinhos, e sim para atingir muito mais gente, e é tradição achar que esse tipo de mudança deixa o filme mais atraente ao público.  Mas em “Lanterna Verde” não há exagero de adaptações, piadas ou clichês, assim como não há exagero no romance entre Hal e Carol, outro ponto perigoso.

Bom, para aqueles que não desistiram até agora, vamos falar bem do filme! As cenas de luta e os construtos produzidos pelo anel – os mais esperados por muitos . Me peguei rindo a toa no cinema, por que ver essas cenas em 3D. Foi muito legal! Tomar-Re e Kilowog, apesar do visual estranho, mantiveram a essência e a personalidade dos quadrinhos.  Vale a pena esperar para ver o treinamento do “Poozer” – termo usado por Kilowog referente aos seus recrutas – Hal Jordan. Contar mais tiraria a graça, pois há alguns construtos muito criativos.

O roteiro não se estende muito, e cumpre a missão de mostrar a origem do primeiro Lanterna terráqueo e de seus primeiros futuros vilões. Os visuais e os efeitos dão conta do recado compondo um bom blockbuster. Assistam a cena final após os créditos, promete ser um link para uma possível continuação e dessa vez seguindo a linha das histórias de Geoff Johns – roteirista do personagem atualmente -, o que torna um possível roteiro muito mais interessante, no qual poderemos criar boas expectativas! 
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O filme dirigido por Martin Campbell, estréia no Brasil, em 3-D e 2-D, 19 de agosto.
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*O conteúdo deste post expressa a opinião do autor, que é plenamente responsável pelo mesmo.

 

— Lucas Pimenta queria ser Martin Mystère. Não queria uma pistola de raios e sim a capacidade de enrolar uma noiva da mesma maneira...