Por Bárbara Cardoso*Turma da Mônica - Lacos

Genial! Essa foi a primeira palavra que surgiu na mente quando vi a capa de Turma da Mônica – Laços. Pensei: melhor oportunidade de reviver uma etapa na minha vida que passou tão rápido e que foi fascinante.

Tive a impressão de estar na minha cidade natal (São Luís/MA), em um daqueles momentos em que enchia a paciência do meu pai pedindo uma nova revistinha. E ele, enfim, comprava. No trajeto até minha casa já arquitetava todo um ambiente propício para degustar lenta e intensamente cada historinha, cada imagem e as boas risadas, que certamente daria. Uma magia!

Posso afirmar que, ao receber Turma da Mônica – Laços, a curiosidade me tomou e a expectativa de reviver e mergulhar nas travessuras dessa garotada seria como reencontrar minhas próprias travessuras com amigos de infância.

Laços - quadroAos poucos, página a página, as expectativas foram sendo alcançadas. E mesmo vendo os traços diferenciados dos que via na infância, as formas mais alongadas e personagens mais crescidos, não perdi a vontade em continuar a confirmá-las.

O mais fascinante desse reencontro da infância com os quadrinhos de Maurício de Souza foi perceber que, de fato, muitos “laços” feitos naquele tempo ainda hoje permanecem vivos; pais, amigos, boas histórias vividas; tudo parte desses “laços” proporcionados pelas páginas coloridas, pela evolução dos personagens, pela dedicação de artistas que emprestam um pouco do seu “eu” em cada traço (fino ou bem marcado), para levar mensagens como esta que fui presenteada agora.

Como fã dos quadrinhos da Turma da Mônica, como fã das boas lembranças e fã de artistas estudiosos e ousados, indico a leitura deliciosa dessa obra. Magia e realidade unidas de forma excepcional. Boa leitura!

* Bárbara Cardoso é analista de planejamento e controle. O conteúdo deste post expressa a opinião da autora, que é plenamente responsável pelo mesmo.

Laços - trecho 2

— Sergio Barretto teve um passado nebuloso sobre o qual nunca fala. Ninguém sabe ao certo o que ele fazia, mas alguns indícios de ações secretas e aterradoras já desestimularam muita agente a continuar investigando. Hoje é um homem sério, cumpridor de seus deveres e apaixonado por histórias em quadrinhos desde que se entende por gente, e a cada ano faz mais tempo que ele se entende por gente. Faz parte do Quadro a Quadro desde sua criação e costuma ser gente boa, mas as vezes passa a impressão de que seu passado sombrio pode retornar a qualquer momento, pondo a todos em perigo.