Já que a seção Espólios do FIQ continua aberta, deixa eu aproveitar…

Orixás - do Orum ao Ayê - capaDesde que Deus disse "Faça-se a luz" (Gênesis 1,3) e que "viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas" (Gênesis 1,4) esta história é contada. Existem diversas versões dela e, ouso crer, são todas variações de um mesmo fato. Até os físicos estão buscando sua versão da criação do mundo na "partícula de Deus".

Pois o trio Alex Mir (roteiros e letras), Caio Majado (desenhos) e Omar Viñole (arte-final e cor) resgataram com sensibilidade e beleza a origem do mundo contada pelos negros que, mesmo sob os grilhões de uma opressão desumana, espalharam sua rica e generosa cultura de uma ponta a outra da América. 

Se você tem curiosidade de saber como outros povos contam a história da criação do mundo, Orixás – do Orum ao Ayê é pra você. Se você já conhece esta história e quer saber como ela ficou quadrinizada, também é pra você. Se você não faz a menor ideia do que estou falando, adivinhe, a história é pra você também.

E não se impressione com a classificação "literatura juvenil" atribuída ao albúm, ele é para leitores de qualquer idade.

SERVIÇO
Título: Orixás – do Orum ao Ayê
Autores: Alex Mir / Caio Majado / Omar Viñole
Editora: Marco Zero (Grupo Nobel)
Páginas: 80
Formato: 17.0 x 26.0

 

 

 

 

 

— Sergio Barretto teve um passado nebuloso sobre o qual nunca fala. Ninguém sabe ao certo o que ele fazia, mas alguns indícios de ações secretas e aterradoras já desestimularam muita agente a continuar investigando. Hoje é um homem sério, cumpridor de seus deveres e apaixonado por histórias em quadrinhos desde que se entende por gente, e a cada ano faz mais tempo que ele se entende por gente. Faz parte do Quadro a Quadro desde sua criação e costuma ser gente boa, mas as vezes passa a impressão de que seu passado sombrio pode retornar a qualquer momento, pondo a todos em perigo.