Recentemente Alan Moore realizou a leitura de um dos capítulos do seu próximo romance, Jerusalem. A leitura foi realizada na Biblioteca Central de Northampton, localizada na cidade natal do autor e também cenário do romance.

O audio está em inglês, sem legendas disponíveis.

Em Jerusalem, Alan Moore mais uma vez recorre às apropriações de personagens e autores literários que já visitaram Northampton – como Samuel Becket que visitara a cidade para jogar cricket -, passeia por muitas teorias da física e procura abordar sua visão sobre o tempo. Em uma entrevista para o site New Statesman, Moore diz:

"Eu trago o pensamento de que o universo é um sitio de quatro dimensões em que nada está mudando e nada está se movendo. A única coisa que está se movendo ao longo do eixo do tempo é a nossa consciência. O passado ainda está lá, o futuro tem sempre esteve aqui. Cada momento que tem existido ou venha a existir é tudo parte deste gigante hiper-momento do espaço-tempo."

Estimando atualmente em 650.000 palavras, Jerusalem está previsto para ser lançado ainda esse ano.

— Adalton nasceu no último dia de uma lua cheia, mas acha que isso não tem nenhuma relação com a sua vida; começou comprando quadrinhos por puro modismo - uma edição da Turma da Mônica parodiando Jurassic Park; sua primeira compra consciente foi a edição nº 01 de Batman: A queda do Morcego, ainda formatinho. Acredita que irá terminar a graduação em Letras antes da catástrofe de 2012 e daqui até lá está estudando parte das traduções intersemióticas das peças de Shakespeare já produzidas. E nos interlúdios, tenta produzir roteiros a partir idéias rabiscadas em antigos pedaços de papel.