Matt Madden é o tipo de cara com quem eu gostaria de sentar na mesa de algum café em Nova York e conversar sobre o tempo.

Ok, o tempo seria o último tópico a se pensar em uma conversa com o cara que chegou a editar um dos volumes da antologia The Best American Comics, publicado anualmente pela Houghton-Mifflin Harcourt e que ainda leciona na School of Visual Arts, lá em Nova York.

Obviamente conversariamos sobre quadrinhos, suas pesquisas acadêmicas, a vida, o universo e tudo mais…

E o ponto de partida dessa conversa seria esse pequeno resumo da história dos quadrinhos americano em seis quadros que ele fez especialmente para a revista dos alunos da Colgate – não o creme dental – University:

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As referências na tira são:

Quadro 1: Superman, de Jerry Siegel e Joe Shuster – "Eu protejo o estilo americano"

Quadro 2: A paródia "Superduperman", produzida por Harvey Kurtzman e Wally Wood para a revista MAD. "Eu sou o super…-IDIOTA!"

Quadro 3: Um pastiche emulando o icônico "Keep on truckin'", do Robert Crumb – "E é isso, cara. Estou caindo fora."

Quadro 4: Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons. Esse quadro foi copiado diretamente do flashback no Vietnã – "De qualquer modo, olhando par trás, eu vejo a hipocrisia de todos os heroísmos."

Quadro 5: Maus, de Art Spielgeman – "O que não significa nada depois dos horrores do século passado."

Quadro 6: Em primeiro plano, a criação de Chris Ware, Jimmy Corrigan como "Superman" e no plano de fundo, uma releitura do final de Ghost World, do Daniel Clowes. – "Mas irei desenhar Graphic Novels para fazer sentido nisso tudo…"

 

Esta tira acompanhou um artigo muito legal (em inglês) escrito por Paul Lopes, professor da Colgate University, que trata um pouco da história dos quadrinhos norte-americano.

— Adalton nasceu no último dia de uma lua cheia, mas acha que isso não tem nenhuma relação com a sua vida; começou comprando quadrinhos por puro modismo - uma edição da Turma da Mônica parodiando Jurassic Park; sua primeira compra consciente foi a edição nº 01 de Batman: A queda do Morcego, ainda formatinho. Acredita que irá terminar a graduação em Letras antes da catástrofe de 2012 e daqui até lá está estudando parte das traduções intersemióticas das peças de Shakespeare já produzidas. E nos interlúdios, tenta produzir roteiros a partir idéias rabiscadas em antigos pedaços de papel.