Em homenagem ao Dia Mudial do Rock, eis uma resenha acompanhada de sugestões de bandas para seguir a leitura: Ledd Zeppelin, Jimmi Hendrix, Sonic Youth, Mutantes, KISS, Joy Division, Rolling Stones, The Doors…
Boa leitura e boa audição.
Porque as pessoas escutam rock?
Porque os amantes do rock escutam rock?
Por um bom tempo, acreditou-se que é porque o rock era a representação de toda uma geração que contestava o sistema, um estilo músical que chegara para abalar as estruturas da sociedade.
Durante bom tempo esse pensamento foi um tanto quanto correto: Bob Dylan através das suas canções defendia o direito da inocência de Rubin Carter; o The Who refletia nas letras a instabilidade que eram os jovens da Grã-Bretanha do pós-guerra.
O Punk chegou nos anos 70 para abalar com tudo de uma vez.
Tudo com um espírito de rebeldia.
E esse espírito de rebeldia sempre refletiu a sensação de estar à margem, uma sensação de deslocamento, de não conseguir se encaixar nos padrões da sociedade.
E podemos conferir esse espírito no tão aclamado Red Rocket 7.
Criado por Mike Allred, RR7 foi publicado pela primeira vez em 1997 pela Dark Horse. Entretanto, o personagens já possuia inumeras referências nas histórias do Madman, também criado pelo Mike.
Na história, duas civilizações alienígenas (os Enfinitos e o povo de Celeston) entram em desacordo por conta de razões existêncialistas e os celestons fogem pelos confins do universo para se salvarem. Um deles, o Original, vem para a Terra e sofre um acidente e, enquanto se recuperava, um robô que o acompanhava resolve produzir seis clones do Original, cada um com uma habilidade diferente, todos com o cabelo vermelho e com suas próprias questões existencialistas. Cada um resolveu seguir seu próprio caminho e descobrir o que poderiam esperar daste novo mundo que os abrigava.

No decorrer da saga, Sete vai trilhando seu caminho segundo a sua habilidade com o som. Logo de cara pega carona com Little Richards, conhece aquele "som estranho" que tanto o fascina, ensina alguns passos para Elvis Presley. Viaja para a Inglaterra e trabalha com os Beatles, cria uma amizade com os Stones e troca umas idéias com David Bowie sobre o que é ser um "Homem do Espaço".
Tudo isso refletindo esse estado de deslocamento através de Sete. Não bastava ser apenas um alien, precisava ser o clone de um para caracterizar e interagir tão bem esse não-lugar que despertava nos amantes do rock 'n' roll.

RR7 não é apenas um quadrinho com muitas histórias sobre os bastidores do rock. É um quadrinho para se ler com amigos reunidos ao redor de uma vitrola com muitos vinis celebrando não esse espírito do "estar à margem", mas sim aquele acorde músical que todos sonham que virão e que causará uma verdeira revolução em nossas vidas.














2 Comentários
Cidade disse:
jul 18, 2012
Cara, gostei muito desse trecho:
"Por um bom tempo, acreditou-se que é porque o rock era a representação de toda uma geração que contestava o sistema, um estilo músical que chegara para abalar as estruturas da sociedade.
Durante bom tempo esse pensamento foi um tanto quanto correto: Bob Dylan através das suas canções defendia o direito da inocência de Rubin Carter; o The Who refletia nas letras a instabilidade que eram os jovens da Grã-Bretanha do pós-guerra."
Simplesmente porque logo em seguida nos perguntamos o que é o rock, morto ou não, agora!
RR7 é muito bom e é interessante ver como esse estilo musical continua a teimar ao longo das décadas.
Sergio Barretto disse:
jul 16, 2012
Duca!!!!!