Pátria Armada é ganhadora do prêmio HQMIX 2016 como melhor série de quadrinhos. Com um roteiro apocalíptico e personagens que parecem inspirados pelos filmes da SWAT americana, as histórias não fazem sentido se lidas sozinhas ou separadamente, ao menos foi a sensação que tive ao terminar o primeiro volume, pois não me entregou muito do que estava acontecendo.

Embora a narrativa aborde uma dessas realidades distópicas em que o presente poderia ter sido alguma outra coisa, mas não foi, a premissa é muito atual: lutas pelo poder, pensamento polarizado, intrigas, conpirações tramadas por pessoas que não pensam nas consquências de suas ações e por isso, é possível traçar um paralelo com a atual situação do país.

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 Particularmente, não é o tipo de história que me atrai, pois visualmente me lembra HQ americana dos anos 90, no sentido de não trazer elementos originais: paranormais, soldados, futuro apocalíptico…mas ambientado no Brasil. Porém, sabemos que existe público pra este tipo de HQ. Sei disso porque conversei pessoalmente com leitores que compraram Pátria Armada na 3ª Santos Comic Expo e se mostraram positivamente encantados com o material.

De fato, a arte e o acabamento são mesmo impecáveis e pra quem mora em Santos, os volumes 1,2 e 3 estarão disponíveis na Gibiteca de Santos em breve. Também podem ser encontrados na Tattomics, onde Klebs irá participar de um bate-papo na sexta, dia 23/09 às 19:00 h.

A Tattomics fica na Rua Princesa Isabel, 265 Altos, Santos

Os Quadrinheiros fizeram uma resenha mais detalhada. Compartilho aqui porque sendo historiadores, conseguiram abordar aspectos da HQ que talvez possam interessar a quem curte o estilo.

https://quadrinheiros.com/2015/02/25/quotista036/

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SINOPSE  

Pátria Armada, propõe uma realidade alternativa na qual o governo de João Goulart resiste aos militares golpistas em 64, dando origem a um conflito aparentemente interminável. O país se desenvolveu e tornou-se uma potência militar, porém, politicamente fragmentado, dividido entre: os legalistas, grupo contra o golpe; e, federalistas, grupo a favor do golpe.

No decorrer da guerra, em 1972, houveram dois ataques com bomba química experimental: mais de meio milhão de pessoas morreram e houve uma onda de doenças genéticas e infertilidade pelo país. Ao mesmo tempo, cerca de 50 crianças nasceram com estranhas habilidades paranormais.

Vinte anos após os atentados, o legalista Coronel Venâncio organiza a tropa de impacto, um grupo de elite formado somente por paranormais. O enredo da série gira em torno desse grupo e ao longo do roteiro são abordadas várias facetas da sociedade brasileira e seus problemas.

 

Ficha Técnica:

Roteiro e Arte: Klebs Júnior

Arte Final: Wellinton Dias e Nelson Pereira

Cores: Stefani Renne, Carlos Lopez e Marcio Meniz

Letras: Gisele Tavares e Flavio Soarez

Capas: Klebs Junior, Rod Reis e Danilo Beiruth

 

http://www.institutohq.com.br/patria-armada/

— Dani Marino é formada em Letras e ainda não decidiu se prefere viver no Sonhar, em Nárnia ou em Hogwarts.